O plano está ativo desde março de 2015. O objetivo é prestar assistência imediata à população atingida pelo fenômeno “Terras Caídas” e também desenvolver um laudo técnico-científico para explicar os motivos da intensificação desse fenômeno a partir de 2014 e as medidas que poderão ser tomadas para minimizar os impactos e prejuízos, naturais e econômicos.
Para essa etapa da Operação Bailique, que acontecerá no período de 5 a 15 de abril, serão enviados cerca de 30 profissionais especialistas e técnicos entre geólogos, geógrafos, assistentes sociais, enfermeiros, pesquisadores e bombeiros militares para atuarem na assistência à população, coleta de dados e pesquisa.
“Nesta ação o papel da Cedec é prestar apoio técnico, operacional e logístico às outras secretarias, pois a Operação Bailique é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da atuação conjunta de vários órgãos. A Cedec também vai viabilizar as condições necessárias de segurança para que as demais secretarias possam percorrer o arquipélago e desenvolver as suas atividades”, explicou o secretário executivo de Defesa Civil, coronel Estácio Janary.
Com mais essa iniciativa o Governo do Estado potencializa as ações do Plano de Ação Integrada Operação Bailique. A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), Companhia de Eletricidade do Amapá (Cea) e a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) já estão atuando no local desde o ano passado. Seguindo o cronograma de operações da ação conjunta, a Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (Sims), Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Secretaria de Estado da Educação (Seed), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e Instituto de Estudos e Pesquisas Tecnológicas do Amapá (Iepa) também estarão disponibilizando equipes. Todas as etapas da Operação Bailique estão sendo acompanhadas de perto pela Procuradoria Geral do Estado.
Terras caídas
Trata-se de um fenômeno natural ocorrido na Região Amazônica responsável pelo desbarrancamento das margens dos rios. Este fenômeno é agravado por vários fatores, entre eles o desmatamento da mata ciliar (que fica na margem dos rios) e por mudança nos movimentos da maré.
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