
Com a decisão, a PGE conseguiu a suspensão dos efeitos do registro imobiliário do terreno avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões.
A Justiça do Amapá deferiu liminar favorável a uma ação da Procuradoria-Geral do Estado contra uma empresa que comprou, em 2017 e de forma irregular, uma área que fica no Distrito Industrial Porto do Céu, em Macapá, e pertence ao Estado.
Com a decisão, a PGE conseguiu a suspensão dos efeitos do registro imobiliário do terreno, que, mesmo avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões, foi vendido pelo valor R$ 16 mil. A venda teria sido feita por uma pessoa que já não era mais a dona do imóvel desde a década de 1980.
Os lotes da área foram destinados para abrigar indústrias certificadas pela Zona Franca Verde - um espaço econômico instalado na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (Alcms), cujo principal atrativo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Segundo o procurador-geral do Estado, Narson Galeno, o local é um verdadeiro polo de atração de investimentos de empresas nacionais e até internacionais interessadas nos incentivos fiscais, e na facilidade de acesso a produtos naturais dentro da Amazônia.
O procurador explica que, com a decisão, os efeitos do registro da suposta compra feita por R$16 mil perdem sua validade até o transito em julgado, ou seja, depois de esgotados todos os recursos.
“Assim, o Estado pode novamente o Estado gerir a área, dando segurança jurídica às dezenas de empresas e milhares de empregados que estavam dependendo da solução do caso para realizar os investimentos no local”, comentou Galeno.
Potencial da região
A área é extremamente estratégica para o desenvolvimento econômico local. Segundo estudos da Agencia de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), a região tem potencial de geração de mais de mil empregos diretos, fora os indiretos.
“Essa decisão ganha especial importância no contexto econômico atual e possibilita que o Amapá atraia investimentos nesse momento tão difícil m e possa gerar mais emprego e renda para a população amapaense”, explicou o procurador responsável pela Procuradoria Patrimonial e Ambiental, Wellington Bringel.
- Local
- SantanaPorto Grande
- Leituras
- 0 leituras
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




