Messias Freitas é um dos artistas mais badalados no evento. Ele está expondo um trabalho autoral de mangás, desenhos de origem japonesa com uma representação gráfica própria. Mas não estão à venda. “Estou aqui para trocar experiências e estilos com os outros artistas. Também fazer uma tiragem maior do meu material para poder apresentar em uma feira em São Paulo”, declarou.
Outro trabalho que chama atenção é o objeto “Sangue”, de Naldo Martins, que levanta uma reflexão sobre a vida do ribeirinho que trabalha na extração do açaí. A peconha, o terçado e uma bolsa de emulsão, com açaí no lugar do sangue, foram os elementos usados por ele.
“O sangue representa a vida. Eu substituí o sangue pelo açaí porque é com a extração desse fruto que os ribeirinhos garantem a sua existência”, explicou Martins.
Também em uma linha regionalista, Irê Peixe está com três obras expostas e disponíveis para venda. São duas telas e uma escultura. “O Marco Zero do Equador, retratado nesta pintura surrealista é a peça mais cara. Custa R$ 2,5 mil. Espero conseguir bons negócios nesses dias de Expofeira”, disse.
Os 23 artistas que estão expondo participaram de um edital lançado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e receberam cachê de R$ 1 mil como ajuda de custo. Segundo Josafá Barbosa, o edital foi bastante amplo e oportunizou todos os tipos de linguagens.
“A Expofeira é um momento para fomentar. Nosso objetivo é, além de expor, que os artistas consigam fazer negócios e gerar renda com o suor do próprio trabalho”, finalizou Barbosa.
51ª Expofeira
A 51ª Expofeira do Amapá é uma realização do Governo do Estado e Sebrae. O evento ocorre no Parque de Exposições da Fazendinha, no período de 30 de outubro a 8 de novembro. Da área total de 120 mil metros quadrados, serão ocupados 116 mil. A concepção da 51ª Expofeira é transformá-la em feira de negócios, dando ênfase ao desenvolvimento econômico do estado. Dois eixos estarão em evidência - Produção de Alimentos e Produção Florestal.
Em 2015 o evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, CAIXA, Banco da Amazônia e Sicoob CredEmpresas-AP e apoio da Associação Comercial do Amapá (ACIA), Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e Consórcio Equador.
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