
Policiais civis e militares durante cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça
Órgãos da segurança pública do Amapá participaram de uma operação, coordenada pelo Ministério Público do Amapá (MP/AP), nesta quinta-feira, 15, contra uma facção criminosa que atua no Estado. Os mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos em Macapá, Santana e Porto Grande, com apoio das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica (Politec), e Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). A ação também ocorreu em outros oito estados do país, para combater o crime organizado.
No Amapá, a Justiça expediu 64 mandados, sendo 27 de prisões preventivas e 37 de busca e apreensão. 19 pessoas foram presas – dez dentro do Iapen – e um menor foi apreendido. Na operação foram apreendidos armas, munição, celulares, motocicletas roubadas e drogas.
A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Inteligência do Ministério Público do Amapá, Andréia Guedes, destacou a parceria com os órgãos estaduais para o sucesso da operação. “Realizamos um trabalho minucioso e conseguimos integrar, na parte investigativa, os setores de inteligência das polícias Civil e Militar, além do Iapen. Com isso, conseguimos concretizar cerca de 87% da operação. Continuaremos em ações conjuntas, sempre com o objetivo reduzir os números da criminalidade”, afirmou Guedes.
As investigações iniciaram há cerca de um ano e meio, após a apreensão de um telefone celular de um suspeito preso durante uma ação policial em Santana.
Nesta quinta, a Polícia Militar empregou cerca de 130 militares nas três cidades e auxiliou nos trabalhos dentro do Iapen. “Tivemos muito êxito nesta ação e conseguimos prender pessoas que organizam as ações criminosas e que fazem o intermédio entre os líderes e os membros que executam as atividades da facção. Com essas operações, já conseguimos observar uma redução em delitos e vamos continuar com essas parcerias para levar mais segurança para a população”, observou o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), major Kleber Silva.
A Polícia Civil montou um esquema especial nas delegacias para receber os presos e ainda disponibilizou uma equipe do canil para averiguação de entorpecentes durante a operação. “Conseguimos fazer um trabalho sincronizado e, para agilizar os trabalhos, houve um plano específico para receber os presos nas delegacias; e, com apoio do canil, fizemos apreensões de drogas”, informou o coordenador da equipe de Capturas da Polícia Civil, delegado Fábio Araújo.
Operação
A operação foi coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), um colegiado que reúne os Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público. Além do Amapá, a ação ocorreu em Alagoas, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Ceará, Acre e Amazonas.
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