domingo, 18 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

'Vamos investir na construção da nossa casa', diz beneficiária da feira do PAA

Programa permite a compra de produtos diretamente de fornecedores da agricultura familiar selecionados em Chamada Pública do Governo do Amapá.

Redação
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Josiane Duarte, 24 anos, produz couve e alface na comunidade do Maruanum, em Macapá
Josiane Duarte, 24 anos, produz couve e alface na comunidade do Maruanum, em Macapá · Foto: Irineu Ribeiro

Crédito: Irineu Ribeiro/SecomJosiane Duarte, 24 anos, produz couve e alface na comunidade do Maruanum, em Macapá

Uma grande oportunidade para escoar a produção e realizar sonhos. Assim é visto pelos agricultores o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A feira que é coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rupap), teve sua primeira edição de 2019 na capital, realizada nesta quarta-feira, 7, na quadra esportiva do projeto Minha Gente, na zona norte de Macapá.

Os produtos chegaram pela manhã em caminhões entregues no início de julho pelo Ministério da Cidadania e serão distribuídos à tarde para as entidades sociais cadastradas. 

Crédito: Irineu Ribeiro/Secom

Com a previsão de um investimento de R$ 1,5 mi na agricultura familiar para este ano, as feiras tiveram início na última segunda-feira, 5, em Porto Grande, em seguem até dezembro, devendo beneficiar 500 agricultores e 150 entidades, nos 16 municípios amapaenses.

Participando pela primeira vez, a agricultora Josiane Duarte, 24 anos, que mora na comunidade do Maruanum, distrito de Macapá, ressaltou que os recursos que receber pela entrega de couve e alface, produtos trazidos por ela, chegam em uma boa hora. “No momento, eu e meu esposo iremos investir na construção da nossa casa. O que sobrar, vamos investir para aumentar nossa produção”, relatou Josiane.

Crédito: Irineu Ribeiro/Secom

Produtos foram pesados pela manhã na quadra do Projeto Minha Gente para serem distribuídos à tarde às entidades cadastradas na Sims

E histórias de sonhos realizados é o que não faltam entre os agricultores que participam da feira do PAA. Participante do programa há dez anos, a agricultora Gecimar Chagas, 59 anos, do assentamento Padre Josino, localizado no distrito de Abacate da Pedreira, também em Macapá, fala do orgulho de ter formado uma filha em pedagogia com o dinheiro que recebe da comercialização de seus produtos na feira do PAA.

“Para um agricultor, formar um filho somente com a venda de seus produtos é muito difícil. E com o apoio do PAA, eu consegui realizar este sonho, de ver minha filha formada”, relatou Gecimar Chagas.

Crédito: Irineu Ribeiro/Secom

A agricultora observou que o programa ajuda não apenas os agricultores no escoamento da sua produção, como também garante que alimentos orgânicos e sem agrotóxicos cheguem até a mesa de pessoas atendidas por entidades filantrópicas. “Ninguém planta pensando em perder sua produção. Com a feira do PAA, temos certeza de que não teremos perda. Além disso, ainda ajuda outras pessoas que precisam destes alimentos”, analisa Gecimar.

Participando do PAA desde o início, o agricultor Francisco Rosa, é outro que considera importante a realização da feira para os produtores. Ele trabalha há 20 anos com agricultura familiar em uma propriedade rural do Km 09, em Macapá.

Crédito: Irineu Ribeiro/Secom

“Estou entregando hoje 700 kg de macaxeira, 300 de abóbora e 100 de banana. A feira é um incentivo a mais para que a gente possa escoar o que produzimos”, acentuou Francisco.

De acordo com a coordenadora do PAA, Darciane Gomes, aproximadamente 100 agricultores da capital estão aptos para participar da feira. Eles são selecionados através de Chamada Pública, assim como as entidades sociais que recebem os alimentos, as quais são cadastradas pela Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (Sims). A expectativa do Rurap é que esta primeira feira do PAA em Macapá movimente aproximadamente R$ 40 mil com a aquisição de produtos dos agricultores.

O PAA

O PAA é um programa do Ministério da Cidadania e executado pelo Governo do Amapá que adquire alimentos direto dos fornecedores que podem ser, além de agricultores, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, pescadores, agroextrativistas, ribeirinhos, entre outros, conforme estabelecido em edital. Esses alimentos abastecem entidades da rede socioassistencial que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, bem como, da rede pública de ensino.

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