sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Veja a dedicação, devoção e fé de quem acompanha São Tiago

Festividade completa 242 anos em 2019, e acontece de 16 a 28 de julho, em Mazagão Velho, no município de Mazagão.

Alice Valena
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O dia 25 de julho amanheceu com a Fabi da Silva passando nas casas das figuras, os personagens principais da Festa de São Tiago, para vesti-los para o início das encenações. Essa é uma tradição que já está na família há algumas gerações. Fabi assumiu essa responsabilidade há dois anos, depois da morte de sua mãe, Rosicema Viana.

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Enquanto isso, pelo rio Mutuacá, que banha a Vila de Mazagão Velho, chegava o agricultor Sirlan do Carmo com toda a família. Vindos da região de Arangona, ilha do Pará, eles utilizaram o barco como hospedagem durante o período da festa.

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Os fiéis se reuniram em frente a capela para a tradicional Missa de São Tiago, que, simbolicamente, representa o início do dia da batalha entre mouros e cristãos.

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O bispo do Amapá, Dom Pedro Conti, aproveitou o momento para defender a preservação da festa como patrimônio social. “O patrimônio de uma família, de uma sociedade, não é simplesmente o patrimônio que se mede pelo dinheiro, mas, sim, aquilo que chamam de patrimônio social, que é o que precisamos resgatar. A festa é o exemplo visível e palpável de patrimônio social”.

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Em seguida, todos saíram em procissão.

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Alguns moradores montaram altares com a imagem dos santos em frente as casas e assistira à procissão passar. A estudante Ticiana Penha, que atualmente mora em Belém do Pará, todos os anos faz questão de participar da festa e montar o altar.

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O círio também é o momento de pagar algumas promessas, como foi o caso do pequeno Luan Trindade, de 10 anos. Quando ele nasceu, ficou um período na incubadora e a mãe rogou a São Tiago para que o filho fosse curado e que se isso ocorresse até os 10 anos ele distribuiria água durante a procissão de São Tiago. “Este é o último ano da minha promessa, como forma de agradecer”.

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Com a imagem do santo na mão por toda a procissão, Marivalda Barcelos também teve muito a agradecer. Ela se recuperou de um acidente vascular cerebral, e, pela 2ª vez, realizou o ato. “É muita fé e gratidão por esse momento”.

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Maria Monteiro, com fé, aguarda sua bênção. Ela levou uma fita para cada dor que sente: joelho, perna e costas. “Vim de Macapá para participar da missa, infelizmente não consegui acompanhar a procissão, mas estou aqui com essas fitas que representam as dores que sinto”.

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Após a missa, a família Soares aguardava o início da encenação da batalha no balneário.

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Com muitos turistas na vila, Rosalina Brito empreendeu de forma criativa. Os banhistas aprovaram! 

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Os tambores chamavam a todos para assistir à batalha entre mouros e cristãos em Mazagão Velho!
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