sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Festa de São Tiago: Conheça a batalha entre mouros e cristãos em fotos

Encenação é um dos pontos altos da festividade, que completa 242 anos em 2019, e acontece de 16 a 28 de julho, em Mazagão Velho, no município de Mazagão.

Alice Valena
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Tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019, e acontece de 16 a 28 de julho. É realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão contra os mouros e garantiu sua vitória.

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A encenação começa na tarde do dia 24 com a entrega dos presentes, quando mouros pedem uma trégua da batalha que travavam contra os cristãos, em que a estratégia era, já em paz, oferecer presentes aos inimigos.

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Os presentes oferecidos, na verdade, eram comidas e estavam envenenadas. Os cristãos, desconfiados, deram partes desses alimentos aos animais, que morreram. Na encenação, os presentes são entregues em casas que simbolizam as autoridades cristãs.

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Imaginando que seus inimigos estavam mortos e que teriam vencido a guerra, os mouros organizaram um grande baile de máscaras e convidaram os cristãos, para que eles pudessem mudar de lado sem serem reconhecidos.

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Os cristãos comparecem ao Baile de Máscaras e levaram a outra parte das comidas envenenadas. Muitos mouros morreram com o próprio veneno, entre eles, o Rei Caldeira, chefe supremo.

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No dia seguinte, logo cedo, os cristãos se confessaram. São Tiago fez um juramento em frente a igreja, e, logo após, eles saíram para batalha. O objetivo era pegar os mouros ainda abalados pelo ocorrido na noite anterior.

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Perto do meio-dia, os mouros enviaram um vigia, o Bobo Velho, para espionar os cristãos. Esse espião foi apedrejado até a morte. Na encenação, essa parte da história tem a participação da população, que atira bagaços de laranja no personagem.

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Os cristãos também enviaram um espião para o acampamento mouro, o Atalaia.

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O Atalaia conseguiu roubar a bandeira dos mouros, mas, foi ferido na fuga. Ele morreu próximo ao acampamento cristão, mas, antes conseguiu alertar seus companheiros.

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O cristão Atalaia foi decapitado.

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O herdeiro do trono mouro, o Rei Caldeirinha, mandou que seus homens sequestrassem as crianças cristãs e que fossem vendidas. O dinheiro foi usado para comprar armas e munição.

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Quando perceberam que suas crianças haviam sido roubadas, os cristãos iniciaram uma batalha violenta.

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O Rei Caldeirinha, querendo a bandeira de volta, propôs uma troca: o corpo do Atalaia pelo símbolo mouro. Os cristãos aceitaram, recebendo o corpo do companheiro, mas, não devolveram a bandeira.

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A batalha recomeçou. Segundo contam, Deus os ajudou, prolongando o dia, assim os cristãos conseguiram vencer as batalhas até aprisionar o Rei Caldeirinha.

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Para comemorar, os cristãos organizaram o baile do vominê, que faz parte da tradição da festa, trazendo um sentido lúdico, de brincadeira.

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Por fim, as figuras de São Tiago e São Jorge aparecem selando a vitória dos cristãos.

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