Técnicas e tecnologias que favorecem a utilização total do peixe foram aplicadas durante a oficina. Escamas, vísceras e cabeças, que normalmente são descartados no pescado e degrada o meio ambiente, podem se transformar em matéria-prima de subprodutos, gerando emprego e renda.
A resistência da matéria-prima, além das características exóticas da escama de peixe, pode agregar muito valor a diversos produtos e, por isso, vem despertando interesse de pequenos e grandes empreendedores.
Embora seja muito difundida em outros Estados, no Amapá a atividade ainda é nova. Segundo o diretor do Centro Técnico de Formação Profissional em Pesca, Everaldo Borges, a intenção do curso é fomentar o setor, gerando oportunidades para artesãos e pescadores.
“Hoje apresentamos ao público, em geral artesãos, os produtos já confeccionados em parceria com a Associação Franco-Amapaense, como bio-joias, braceletes e tiaras”, comentou.
Os pescadores passam também por aulas práticas de curtume - processamento de couro cru, para deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado - de conservação da escama e oficinas de artesanato. A pele de peixe tem uma boa aceitação em vários segmentos e pode ser explorada comercialmente através de parcerias com pescadores, associações e empresas de pesca.
De acordo com o professor de Química da Escola de Pesca, Pedro Ribeiro Sales Junior, dos tipos de peixe comuns no Amapá, a pele da pescada amarela é a mais procurada e valorizada. “Normalmente esse material é descartado pelo povo ribeirinho. Nosso objetivo é capacitá-los com as técnicas de conservação, oferecendo um novo recurso e opção de renda”, frisou.
51ª Expofeira
A 51ª Expofeira do Amapá é uma realização do Governo do Estado e Sebrae. O evento ocorre no Parque de Exposições da Fazendinha, no período de 30 de outubro a 8 de novembro. Da área total de 120 mil metros quadrados, serão ocupados 116 mil. A concepção da 51ª Expofeira é transformá-la em feira de negócios, dando ênfase ao desenvolvimento econômico do estado. Dois eixos estarão em evidência - Produção de Alimentos e Produção Florestal.
Em 2015 o evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, CAIXA, Banco da Amazônia e Sicoob CredEmpresas-AP e apoio da Associação Comercial do Amapá (ACIA), Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e Consórcio Equador.
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