
Dados foram divulgados durante ação alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco
Uma pesquisa de monitoramento do Ministério da Saúde (MS) revelou que, entre 2006 e 2017, o percentual de fumantes em Macapá baixou de 19,1% do público entrevistado, para 7,2%. Em relação aos declarados fumantes de mais de 20 cigarros ao dia, o quantitativo chegou a 0,5% dos entrevistados; fumantes passivos no domicílio, o percentual chegou a 10,4%. E fumantes passivos no trabalho, o registro foi de 5,6% dos entrevistados no último levantamento.
Os dados são do Vigitel que compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis do MS e foram apresentados nesta sexta-feira, 31, durante uma ação alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco, promovida pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), na sede do órgão.
Além de compartilhar o panorama das últimas amostragens da relação entre o consumo de cigarro na população da capital, também foram repassadas orientações sobre como se deve procurar tratamento.
Segundo a enfermeira da área técnica de prevenção ao tabagismo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Assunção Rocha, atualmente, o tabagismo está alcançando mais jovens e adolescentes. “O adulto está mais conscientizado. Não há quase nenhuma propaganda na mídia e, o que existe de vício são remanescentes que estão fumando desde cedo. Hoje, o foco é estar nas escolas, orientando adolescentes e crianças dos malefícios do cigarro, tanto a rede estadual, quanto municipal”, orientou a representantes da Sesa.
Assunção Rocha também orientou sobre a possibilidade de tratamento que o dependente tem na rede pública. “Hoje, o tratamento é uma forma de acesso para garantir qualidade de vida. Se você quer abandonar o cigarro, tem uma UBS [Unidade Básica de Saúde] disponível em que você vai acessar o tratamento gratuito de qualidade”, reforçou.
O superintendente da SVS, Dorinaldo Malafaia, recordou que, nas últimas décadas, o país está reduzindo o consumo de tabaco devido à política pública. “Há 30 anos o Brasil vem reduzindo o consumo de tabaco, fruto do trabalho coletivo, principalmente de quem está na ponta: técnicos, psicólogos e enfermeiros. Esses profissionais têm feito um trabalho de educação permanente que tem dado resultado. Mesmo com contingenciamentos, obteve-se redução”, resgatou.
Receba notícias de Saúde no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




