A titular da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro), Núbia Souza, destacou em sua fala a importância de combater a intolerância religiosa e intolerância racial dentro dos órgãos públicos. Segundo ela, a união dos representantes do movimento negro fortalece a conscientização. “Vamos lutar, não podemos deixar os nossos direitos de lado, a intenção é formar um comitê para que futuramente tenhamos ainda mais políticas especificas para o nosso povo”, concluiu.
A coordenadora de educação específica da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Arlene Favacho, no debate, defendeu os projetos que são desenvolvidos dentro das escolas quilombolas. De acordo com ela, o trabalho de valorização da raiz africana deve acontecer desde as séries iniciais pelos professores. “Se conscientizarmos os nossos jovens tenho certeza que os índices de intolerância e racismo vão ser reduzidos, temos que investir na base”, afirmou.
Mãe Lina é coordenadora estadual da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro) e em discurso mostrou preocupação sobre a questão do ensino educacional para valorização do segmento nas escolas e relatou que os trabalhos não devem se restringir apenas nas comunidades afro e sim em âmbito geral.
“Percebemos que existem poucas escolas que trabalham projetos nessa área. O poder público deve olhar com mais carinho na formação de professores específicos. Essa reunião vai render bons frutos para o segmento no Estado”, finalizou.
Estiveram presentes do evento representantes da Secretária de Estado da Saúde, Secretaria de Estado da Educação, acadêmicos de universidades e representantes das comunidades religiosas do Estado.
- Área
- Educação
- Leituras
- 0 leituras
Relacionadas

CULTURA
Literatura que nasce na escola ganha espaço na ExpoAgro de Tartarugalzinho

CULTURA
Governo do Amapá amplia articulação nacional para preservação do patrimônio audiovisual

CULTURA
Festival de Cinema Amapaense leva ficção, documentários e animação à Expofeira 2026

CULTURA




