
Governadores dos estados membros da Amazônia Legal no último dia de Fórum
A formatação da Carta de Macapá e a assinatura do contrato que consolida o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal como uma autarquia serão os pontos altos desta sexta-feira, 29, último dia do 17° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Macapá.
A Carta Macapá será constituída a partir das demandas levantadas nas Câmaras Setoriais de Segurança Pública, Comunicação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e Consórcio Interestadual, no primeiro dia de evento, na quinta-feira, 28. A minuta do contrato do consórcio foi concebida na Câmara Setorial do dispositivo, por procuradores de estado, e gestores de Fazenda e Planejamento.
Na manhã desta sexta-feira, os nove governadores dos estados membros concederam entrevista coletiva à imprensa local, para falar sobre as pautas de discussões ao longo do dia e as expectativas de encaminhamentos prioritários.
Desenvolvimento e infraestrutura
O governador do Amapá, anfitrião desta edição do encontro, destacou que o desenvolvimento sustentável é uma das pautas prioritárias neste fórum. Para ele, os estados membros e suas comunidades precisam ter reconhecimento e compensação pela preservação.
“Reforço que há necessidade de o Brasil e do mundo reconhecerem o esforço das nossas comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pessoas das áreas urbanas, com a preservação da Amazônia”, completou.
Waldez exemplificou o programa Tesouro Verde como um mecanismo nesse sentido. “Com o Tesouro Verde, dizemos que temos um serviço ambiental prestado, e entidades, empresas do Brasil e do mundo que precisem mitigar os seus impactos ambientais, compram nossos créditos de serviços prestados. Assim, recebemos pelo trabalho prestado à humanidade e nos desenvolvemos”, acrescentou o chefe do Executivo amapaense.
O governador do estado do Pará, Helder Barbalho, enalteceu a união dos estados da Amazônia Legal para integralizar as pautas em comum junto ao governo federal.
Barbalho ainda destacou a necessidade de um olhar sensível e maiores investimentos do Estado brasileiro, levando em consideração as peculiaridades territoriais da Amazônia Legal, e escutando os estados membros sobre o que é prioridade.
“Aqui não temos apenas floresta, temos pessoas que necessitam de investimentos, e é possível buscar um equilíbrio. A Amazônia Legal ainda carece de muita infraestrutura de estradas, interligação entre estados, políticas de desenvolvimento para as suas vocações; além, claro, de reforço nas políticas públicas essenciais, para sua melhor execução”, ressaltou Elder Barbalho.
Ainda para esta sexta-feira, está prevista a instituição de duas novas Câmaras Setoriais: Saúde e Educação, para que sejam pautas permanentes dentro do Fórum de Governadores.
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