sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Estado concede benefícios e homenageia artesãos consagrados como mestres

Galeria Mestres Artesãos foi inaugurada para eternizar pioneiros do segmento; trabalhadores foram credenciadas para eventos nacionais e internacionais.

Redação
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Homenagens foram prestadas no Dia Estadual do Artesão, celebrado em 19 de março
Homenagens foram prestadas no Dia Estadual do Artesão, celebrado em 19 de março · Foto: Maksuel Martins

Crédito: Maksuel Martins/SecomHomenagens foram prestadas no Dia Estadual do Artesão, celebrado em 19 de março

O Dia Estadual do Artesão foi marcado por muitas homenagens, exposições inéditas, reconhecimento e geração de renda aos profissionais, em programação do Governo do Amapá na Casa do Artesão, em Macapá, nesta terça-feira, 19. O evento foi organizado pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

A Casa do Artesão, onde ficam as produções da categoria, recebeu nova identificação visual e identificação bilíngue dos ambientes internos. O público que prestigiou o evento, além de conferir exposições e adquirir peças únicas, também usufruiu de serviços de massoterapia; acupuntura e aulas de dança. E ainda acompanhou o momento do corte do bolo dos artesãos.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

O ponto alto da festa foi a inauguração da Galeria Mestres Artesãos, que homenageia em vida e em memória, os pioneiros apontados e considerados pela categoria, como mestres em transformar madeira, argila, sementes, cipós e outros materiais, extraídos da natureza, em arte.

Moacir Marques, 69 anos, foi um dos homenageados na galeria permanente e se emocionou com o feito. Atuando na área há 55 anos, ele disse que é muito gratificante receber o reconhecimento ainda em vida.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

“Com 19 anos, conheci o mestre Pedro que me ensinou o ofício. Na época, trabalhava em armazéns e o que eu ganhava não era o suficiente. Logo depois, pedi demissão e comecei a atuar no artesanato e, até hoje, é de onde tiro sustento da minha família”, relata o artesão que trabalha com fibras vegetais criando cadeiras, cestas e já está repassando o dom à sua posteridade.

Já a artesã, Ezequiele Lima, 33 anos, representou a mãe Elenir Lima que também foi uma das homenageadas. Atuantes no município de Mazagão, Ezequiele conta que o artesanato atravessa gerações na sua família. “Esse dom vem da minha tataravó e, estou muito feliz em receber esse reconhecimento em nome de minha família”, celebra.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

Valorização

Como forma de valorizar e incentivar o artesanato local, a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, entregou novas e atualizadas carteiras estaduais e carteiras nacionais aos artesãos com registro no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB).

Com a regulamentação da profissão em 2015 pelo governo federal, esses trabalhadores foram classificados como: artesãos que trabalham com materiais da natureza como semente, madeira, fibra, cipó, argila e que vivem do ofício. E trabalhador manual que se utiliza de matéria-prima industrializada como tecido, pet e biscuit.

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Diante dessa classificação, a Sete fornecesse aos trabalhadores manuais a carteira estadual, que dá acesso a feiras e capacitações que ocorrem na região. Já a carteira nacional é um documento emitido aos artesãos profissionais, que dá a eles acesso a eventos e capacitações dentro e fora do estado e, até mesmo, garante participação em feiras internacionais.

O Amapá possui, atualmente, 569 artesãos profissionais e 130 trabalhadores manuais, totalizando 699 pessoas que recebem o apoio do Governo do Amapá, através da Sete. “O importante é reconhecer o valor que cada trabalhador tem para nosso Estado. O amor colocado em cada produção. E a dedicação aplicada expressam, perfeitamente, a contribuição deles na cultura e tradição amapaense”, enfatiza a secretária de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Marcela Chesca.

Durante a programação do Dia Estadual do Artesão, foram entregues 198 carteiras estaduais e 26 carteiras profissionais. Compreendendo a importância de obter os referidos documentos, muitos receberam as duas carteiras, como a Maria Elza Soares que, agora, é reconhecida como trabalhadora manual e artesã profissional.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

“Eu trabalho com manualidade e matéria-prima do Estado há mais de 15 anos. Faço acessórios femininos como brinco e pulseiras de pena, semente e roupa para cães”, enumera Maria, que expõe seus produtos, tanto na Casa do Artesão, como na feira permanente que funciona em frente ao prédio.

Quem também recebeu o documento foi a psicóloga Daniele Lima, 25 anos. Ela é a mais nova artesã reconhecida pelo Estado e, também concorre ao Concurso de Peças Artesanais promovido pela Sete, e que escolherá as melhores produções, por meio de votação popular. “Praticava como um hobby, até que um dia fui despertada para empreender na área. Fui acolhida pela Sete e pela Casa do Artesão e, hoje, tenho minha primeira obra - ‘a menina artesã’ - concorrendo entre as melhores, estou muito feliz”, declara.

Para a copeira, Cléia Picanço, 60 anos, além de uma paixão, o artesanato também é uma renda extra. “Eu trabalho com material reciclável há quase 50 anos. Aprendi com minha avó e amo o que faço”, orgulha-se a artesã, que atualizou sua carteira estadual.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

Concurso de Peças Artesanais

Nos dias 29 e 30 de março, será aberta para votação popular, na Casa do Artesão, a escolha das três melhores peças artesanais. Os primeiros colocados receberão premiação em dinheiro, respectivamente, R$ 600, R$ 400 e R$ 300. O objetivo é valorizar o saber popular dos amapaenses. O edital com o regulamento foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 12 de fevereiro.

Casa do Artesão

A última reforma do espaço aconteceu em dezembro de 2018 executada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf). O local passou por obras de reforma e revitalização no telhado, nas redes elétrica e hidráulica, pintura e ambientes externos.

Crédito: Maksuel Martins/Secom

Foram comprados novos módulos expositores e revitalizadas as barracas da Feira de Artesanato, que ficam em frente à Casa do Artesão, para melhor acomodar as peças em exposição. Agora, o ambiente recebeu uma nova identificação visual e identificação bilíngue na área interna.

Além da Casa do Artesão, as produções artesanais amapaenses estão distribuídas nas vitrines do Museu Sacaca, Monumento Marco Zero do Equador e Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre. As peças variam entre R$ 2 e R$ 4 mil.

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