sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Artesão mantém viva a prática milenar que alia criatividade com o trabalho manual

Herança cultural se perpetua por gerações com a confecção de peças produzidas por todo tipo de material; governo possui uma secretaria que cuida da categoria.

Redação
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Paulo Mendes trabalha há 30 anos com cerâmica. Ele conta que o dom e a técnica foram herdados do pai
Paulo Mendes trabalha há 30 anos com cerâmica. Ele conta que o dom e a técnica foram herdados do pai · Foto: Netto Lacerda

Crédito: Netto Lacerda/SecomPaulo Mendes trabalha há 30 anos com cerâmica. Ele conta que o dom e a técnica foram herdados do pai

O artesanato é uma prática milenar que, mesmo com a inovação tecnológica, está longe de ser abolida na era atual e deve atravessar as futuras gerações, dada a sua peculiaridade e herança cultural. E nesta terça-feira, 19 de março, homenageia-se o profissional que trabalha com as mãos e com a criatividade: o artesão.

O Governo do Estado do Amapá valoriza e incentiva o artesanato local, oferecendo capacitações; promovendo exposições nas ações de governo e financiando exposições em outros estados. Também oportuniza a geração de renda, enaltece a produção das peças de arte que retratam a cultura e a fé do povo tucuju.

A Casa do Artesão, ligada à Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), é o espaço central que abriga mais de 30 mil peças confeccionadas em madeira, argila, cerâmica, fibras vegetais, palhas, cipós, sementes regionais, fios e tecidos.

Crédito: Netto Lacerda/Secom

Além do ambiente, os artesãos também dispõem de outras vitrines para exposição e vendas de suas produções como o Museu Sacaca, Monumento Marco Zero do Equador e Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre, locais estratégicos e com grande fluxo de pessoas.

O artesão Paulo Mendes de Moraes, 50 anos, trabalha há mais de 30 anos com cerâmica e diz que herdou do pai o dom e a técnica. Sua especialidade são vasos decorativos e esculturas de imagens sacras. Paulo conta com a ajuda da Sete para o fornecimento de argila e estrutura para exposição de suas produções.

“Um dos mais trabalhosos é o vaso grande decorativo. Todo o processo dura cerca de duas semanas, que começa pela preparação da argila com o amolecimento, secagem, limpeza do barro até o momento da modelagem da peça”, descreve Paulo Mendes.

Crédito: Netto Lacerda/Secom

Ele conta que durante sua jornada de anos de trabalho, já produziu cerca de dez esculturas de São José e, busca em fotos, referências e detalhes até chegar ao perfil original da imagem do santo, que é padroeiro do Estado do Amapá e, também, dos artesãos. “É muito gratificante contribuir com a fé das pessoas”, comenta.

Programação

O Dia Estadual do Artesão será celebrado com uma programação nesta terça-feira,19, das 18h às 20h, na Casa do Artesão. Dentre as atividades, será inaugurada a Galeria Mestres Artesãos que homenageia em vida e em memória os pioneiros do segmento. Os profissionais com registro no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) receberão as carteiras nacional e estadual do artesão, que dão acesso às feiras coordenadas pelo PAB em todo o País, feiras estaduais, capacitações, entre outros eventos.

Também serão ofertados serviços gratuitos de massoterapia e acupuntura e aulas de dança. Nos dias 29 e 30 de março acontece o Concurso de Peças Artesanais. Com votação popular, o concurso vai escolher as três melhores peças artesanais produzidas na região. Os primeiros colocados receberão premiação em dinheiro, no valor de R$ 600, R$ 400 e R$ 300.

Feriado

Além do Dia do Artesão, no dia 19 de março, celebram-se outras datas comemorativas no Amapá, sendo a principal delas, o Dia de São José, padroeiro do Estado, que torna a data feriado estadual.

E marca também o aniversário do Museu Fortaleza de São José de Macapá que, em 2019, completa 237 anos de existência. Elevado à categoria de museu em 2007, o monumento é uma das principais edificações militares erguidas no Brasil pelos portugueses, para proteger a região das invasões estrangeiras, mas nunca chegou a ser usada em nenhum combate.

Localizada em uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados à margem esquerda da foz do Rio Amazonas, a Fortaleza é uma das 18 fortificações brasileiras que irão se candidatar ao título de Patrimônio Mundial.

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