
Patrícia Porpino comemorou a aprovação do seu projeto para acessar recursos do FNO para construir sua fábrica de vidros
A empresária Patrícia Porpino Nunes espera criar mais de 100 novos postos de trabalho com a abertura de uma nova fábrica de vidros temperados, na Rodovia Duca Serra, na zona oeste de Macapá. O empreendimento é financiado com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), instrumento de política pública federal que visa contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Norte.
Patrícia começou a se movimentar para abrir o seu negócio com recursos do FNO, antes mesmo da assinatura do Protocolo de Intenções para a Aplicação de Recursos, ocorrida nesta quinta-feira, 31, entre o Governo do Amapá e o Banco da Amazônia, instituição financeira responsável pelas operações de crédito do Fundo.
“Procuramos a agência, cumprimos todos os trâmites e tivemos o processo aprovado para acessar os recursos. Com isso, devemos iniciar a construção da fábrica ainda no mês de fevereiro”, comemorou Patrícia Porpino. Os recursos que a empreendedora acessou para investir na sua fábrica de vidros temperados, já são da verba prevista para 2019 – R$ 450 milhões, valor que quadruplicou em relação a 2018, quando o recurso liberado foi de R$ 113 milhões.
Além da criação de empresas, o FNO financia a ampliação, diversificação, implantação, modernização, reforma e realocação de empreendimentos na Região Norte do país. E uma das empresárias já beneficiadas com esses recursos, há 17 anos, para ampliar a sua panificadora, no bairro Santa Rita, em Macapá, foi Alice Caxias.
“Nesses 17 anos que estou no ramo da panificação, a atitude mais acertada que tomei foi acessar o FNO. O número dos nossos colaboradores subiu de 30 para 61. Fiz questão de vir prestigiar essa parceria do Governo do Amapá com o Banco da Amazônia, porque favorece muito o pequeno empreendedor", confessou a empreendedora, referindo-se à solenidade de assinatura do Protocolo de Intenções, no Museu Sacaca.
O proprietário de um shopping center da capital, Josué Rocha, foi outro que aproveitou as vantagens do financiamento para a ampliar e modernizar o empreendimento, em 2015. “Esse Fundo possui os melhores juros e carências do mercado, o que possibilitou a duplicação do nosso espaço físico com a ampliação das nossas áreas de locação de 10 mil para 20 mil novos espaços”, contabilizou Rocha.
É que no FNO, o empreendedor pode ter recursos para cobrir de 50% a 100% dos itens financiáveis, dependendo da linha de crédito. O prazo para pagar também varia de 24 meses a 20 anos, com carência entre seis meses e quatro anos para começar a pagar.
Para ter acesso às linhas de crédito do FNO, o empreendedor deverá procurar uma das três agências do Banco da Amazônia (Macapá, Santana e Laranjal do Jari) para abrir uma conta. A partir disso, a agência fará uma visita ao empreendimento para definir o limite de crédito que poderá ser acessado, para utilização tanto no custeio, quanto no investimento.
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