sábado, 17 de outubro de 2026

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Fcria envolve familiares na ressocialização de internos do Semiliberdade

Núcleo de Medida Socioeducativa de Semiliberdade realiza encontro mensal em que aborda uma temática diferente. Em janeiro, o assunto foi saúde mental.

Redação
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Pais de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas comparecerem no encontro semanal do Semiliberdade
Pais de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas comparecerem no encontro semanal do Semiliberdade · Foto: Maksuel Martins

Crédito: Maksuel Martins/SecomPais de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas comparecerem no encontro semanal do Semiliberdade

Nesta sexta-feira, 25, familiares de adolescentes que cumprem medida no Núcleo de Medida Socioeducativa de Semiliberdade, órgão ligado à Fundação da Criança e do Adolescente (Fcria), participaram da primeira reunião mensal de famílias, em Macapá. O encontro acontece toda última sexta-feira de cada mês e, conta com a participação de um palestrante convidado que trabalha uma temática selecionada pela instituição.

Após a apresentação, é aberto o espaço para a discussão com os familiares e, em seguida, são repassados os informes das atividades desenvolvidas ao longo do mês posterior.

A psicóloga da Fcria, Luciana Cunha, relatou que o tema discutido no primeiro encontro foi o “Janeiro Branco”, uma campanha nacional que aborda os cuidados com a saúde mental. Segundo ela, trata-se de um tema que precisa ser discutido por conta dos altos índices de depressão, ansiedade e uso abusivo de substâncias que atingem centenas de pessoas, entre elas, adolescentes.

“O ‘Janeiro Branco’ vem com essa proposta de reflexão, de autoavaliação e principalmente os cuidados para evitar transtornos mentais como a depressão. Às vezes, cuidamos de tudo, da saúde física, do social, mas esquecemos do principal, o que move tudo isso, que é a saúde mental”, acrescentou Luciana Cunha.

O gerente do Núcleo, Roberto Seabra, reforça que o encontro é um momento em que os adolescentes participam dessas palestras, ao lado de seus familiares. As palestras visam à integração e ressocialização de quem cumpre a medida na instituição.

“Buscamos com isso, aproximar as famílias com o Semiliberdade. Elas são importantes nesse processo de integração com o sistema. E isto não se restringe apenas a este momento. Nós acompanhamos essas famílias nas suas residências e damos todo apoio necessário para que juntos possamos alcançar o nosso objetivo que é a ressocialização desse adolescente”, explicou o gerente do Núcleo.

Seabra acrescentou que é feito um acompanhamento da participação das famílias, para que caso alguma delas deixe de participar, os técnicos do Núcleo entram em contato para saber o motivo da ausência. “Há essa preocupação por parte da Fcria na participação dos familiares em nossos encontros. Quando a família ou o próprio adolescente se ausenta, buscamos saber o que aconteceu e damos o apoio necessário para que eles possam participar dessas atividades”, frisou.

Além dessa reunião, o Núcleo de Medida Socioeducativa de Semiliberdade possui um grupo que atende somente as famílias, com reuniões bimestrais, momento em que os responsáveis pelos adolescentes são ouvidos pela instituição.

“O objetivo é escutar essas famílias que, às vezes, enfrentam algumas dificuldades no convívio com esses adolescentes, por conta de problemas de depressão, ansiedade, ou até mesmo uso abusivo de substâncias [entorpecentes]. Isso acaba refletindo em conflitos familiares. Essa reunião busca dar o apoio necessário para que eles possam enfrentar isso de uma maneira que não prejudique a convivência familiar e ressocialização deste adolescente”, explicou a psicóloga Luciana Cunha.

Atividades

Aproximadamente 80 menores cumprem medida socioeducativa no Semiliberdade, onde participam de atividades como palestras, cursos e oficinas. Os internos tem os dias divididos em atividades internas e externas. Eles passam por cursos de qualificação profissional, atividades pedagógicas e socioeducativas nas instalações da Fundação da Criança e do Adolescente. No contra-turno precisam frequentar a escola. Técnicos da Fcria acompanham o desenvolvimento escolar e disciplinar dos estudantes, além da frequência nos colégios. É uma condicionante para a permanência no Núcleo de Medida Socioeducativa.

Os adolescentes que precisam de atendimento psicológico e pedagógico individualizado são auxiliados em consultas marcadas que variam de acordo com necessidade de cada um. Elas podem ser semanais ou mensais.

Para este ano, a Fcria já tem conversas adiantadas com outras instituições para firmar convênios e implantar cursos profissionalizantes para atender os adolescentes que cumprem medida no Núcleo de Medida Socioeducativa de Semiliberdade.

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