
Entre os materiais, foram apreendidos 150 porções de crack e maconha e dinheiro
A Polícia Civil do Amapá prendeu, em flagrante, três pessoas de uma mesma família, acusadas de tráfico de drogas e, ainda, apreendeu mais de R$ 18 mil em dinheiro, 150 porções de crack e maconha, nove celulares de última geração, relógios, pen drives, balança de precisão para pesagem da droga e material para embalagem e comercialização de entorpecentes. As prisões e apreensões ocorreram nesta terça-feira, 18, no distrito do Coração, zona urbana da capital, durante a Operação Grande Família, deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Macapá.
Chamou a atenção da polícia, a existência de um sistema de videomonitoramento instalado na residência onde as drogas foram encontradas e que servia para que os criminosos observassem a movimentação dos “clientes”, que frequentavam o local e, até mesmo, para monitorar a presença da polícia. Mesmo assim, os acusados foram apanhados de surpresa e presos em flagrante.
De acordo com o delegado Daniel Marcili, titular da 1ª DP, que comandou a operação, a família presa vinha sendo monitorada, há um mês, após denúncia anônima. “A partir do recebimento da denúncia, nosso serviço de inteligência passou a investigar os suspeitos. Recebemos a informação de que um detento do Iapen [Instituto de Administração Penitenciária do Amapá] estaria comandando o tráfico de dentro do presídio, contando com a ajuda da própria família para traficar”, frisou a autoridade policial.
Denúncia anônima
A investigação apontou que a denúncia era verdadeira e a polícia montou a operação para prender os suspeitos. Três residências da família envolvida no crime foram vistoriadas. A droga e os materiais estavam em uma delas. Cães policiais ajudaram a encontrar as substâncias.
“Representamos pela busca e apreensão na residência, e o juiz concedeu o Mandado, que foi cumprido nesta terça-feira. Acredita-se que havia mais drogas na residência e que, no último fim de semana, a família tenha comercializado grande parte do material entorpecente, o que resultou em mais de R$ 18 mil encontrados em posse dos acusados”, observou o delegado.
Durante a operação foram presos o cunhado do detento e a esposa, além da irmã do apenado. O nome da operação faz alusão ao envolvimento da família com o narcotráfico. “Eles se associaram para praticar o tráfico”, justificou Daniel Marcili.
Os presos foram ouvidos em depoimento e passarão por audiência de custódia, que definirá se eles serão postos em liberdade ou encaminhados para o Iapen.
Os celulares apreendidos passarão por perícia no curso do Inquérito Policial. O delegado acredita que novas evidências dos crimes serão encontradas nos aparelhos ou nos pen drives apreendidos.
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