
Imunização do rebanho amapaense visa manter o Amapá com o status de livre da febre aftosa com vacinação
Com a aproximação do fim da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Amapá, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro) alerta aos pecuaristas sobre a importância de cumprirem o prazo. Eles têm até o dia 25 para fazer a declaração de que fizeram o procedimento dentro do tempo.
O diretor-presidente da Diagro, José Renato Ribeiro, explica que a responsabilidade pela vacina é do próprio pecuarista, mas que o Estado se preparou para dar cobertura, visando evitar que o Amapá perca o status de estado livre da aftosa com vacinação. “Já estamos com esta vacina estratégica adquirida; caso haja a necessidade, faremos compulsoriamente a vacinação. Obviamente que aquele produtor que deixar de cumprir com a vacinação, no prazo, será autuado e sofrerá sanções”.
A Diagro ainda não fechou o balanço da quantidade de animais imunizados, pois os produtores costumam declarar perto do fim da campanha ou nos dez dias após o período de vacinação. “Nossa expectativa é de ter esse balanço a partir do dia 11 de dezembro, quando o órgão pretende finalizar os dados para encaminhar as informações para o Ministério da Agricultura”, frisa o diretor-presidente.
Com rebanho de aproximadamente quatrocentos mil animais, entre bubalinos e bovinos, a Diagro espera que a cobertura vacinal deste ano alcance o objetivo de manter o estado livre da febre aftosa.
Atualmente, o Amapá possui o Certificado Internacional de Livre da Aftosa com Vacinação, o que o coloca no grupo de estado exportador de carne para outras unidades federativas brasileiras e até para fora do país. “Essa manutenção não depende apenas dessa cobertura vacinal, mas de todas as ações sanitárias que a Diagro vem exercendo dentro do estado”, explica Ribeiro.
O estado recebeu, recentemente, visita de auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que fizeram Auditoria de Qualidade do Serviço Veterinário Estadual, (Quali SVE), que além dos dados de cobertura vacinal, avalia as ações e a capacidade de resposta no atendimento de notificações de doenças, composição de profissionais e a legislação estadual. O resultado do serviço deverá ser divulgado no próximo ano.
O diretor informou também que, em 2019, a campanha de vacinação deverá ter uma quantidade menor. Dependendo do resultado da auditoria, o Estado do Amapá poderá pleitear suspensão da cobertura vacinal. Ele antecipa que, a partir de 2020, a vacinação contra a febre aftosa deverá ser retirada.
“Isso vai depender do desempenho da vacinação deste ano e do resultado da auditoria pela qual o estado passou recentemente. Se comprovarmos ao Ministério da Agricultura que teremos segurança para não vacinar ano que vem, poderemos antecipar esse pleito. Claro que seremos submetidos a uma análise epidemiológica mais rigorosa para chegar a isso, mas acreditamos que teremos condições de chegar a esse ponto”, conclui José Renato.
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