
Eli Borges comemora os benefícios que os projetos sociais da PM/AP trouxeram para a filha Eliane
“Os projetos sociais da Polícia Militar do Amapá transformam nossas vidas. Aqui se aprende o que é, de fato, cidadania, inclusão, respeito, valores éticos, morais e familiares. Eu sou feliz por estar aqui!” A afirmação é da aluna do projeto social Peixinhos Voadores, Eliane Oliveira, 9 anos, que estuda na rede pública de ensino do Estado.
Eliane e outras cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes que integram os projetos sociais da Polícia Militar do Amapá (PM/AP) participaram na manhã desta sexta-feira, 29, do encerramento das atividades relacionadas ao primeiro semestre de 2018.
A mãe de Eliane – que está há dois anos no projeto - Eli Borges, disse que entre as principais mudanças no comportamento da filha estão a comunicação e relação com as pessoas. “Minha filha sempre foi obediente em casa. Porém, depois que passou a frequentar o projeto, ela se relacionou e se comunicou melhor com as pessoas. Sem falar no benefício da saúde que a natação trouxe a ela. Minha filha está feliz, nós estamos felizes e, agora, vamos trabalhar no sentido de torná-la uma atleta de alto rendimento. Queremos, num futuro próximo, que a Eliane traga medalhas de competições nacionais, e, quem sabe, até internacionais”, relatou, orgulhosa, a mãe.
A cerimônia de encerramento ocorreu no quartel da PM/AP, no bairro Beirol, em Macapá, e contou com a presença de autoridades, convidados e familiares dos alunos. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rodolfo Pereira, a expansão dos projetos para outros municípios vem obtendo resultados positivos ao longo dos anos.
“Projetos como o Proerd, por exemplo, agregam valores na família e na comunidade. Essas crianças convivem com uma linha tênue e precisam desse braço forte do Estado. O Governo do Amapá tem voltado os olhos para esses projetos no sentido de fortalecer essa política. Além de tudo, essas crianças e adolescentes se tornam multiplicadores. O que nos enche de orgulho é saber que, hoje, muitos de nossos policiais são oriundos desses projetos, ou seja, lhes foi dada uma oportunidade de entender que, apesar das dificuldades da vida, sempre podemos crescer, aprender e mudar de vida. É uma questão de perseverar”, observou o comandante.
O diretor adjunto da Diretoria de Ação Social e Cidadania da PM/AP, major Saulo Leal, explicou que nesse primeiro semestre os projetos atenderam 2.488 crianças e adolescentes na capital e polos espalhados pelos municípios de Santana, Mazagão, Oiapoque e Laranjal do Jari, Porto Grande, Cutias do Araguari e outros.
“É importante frisar que, além de alunos das escolas públicas, também alcançamos alunos da rede privada de ensino. Aliás, esse é um dos critérios cobrados para que essas crianças e adolescentes sejam mantidos nos projetos: frequência assídua e boas notas no colégio. Além disso, muitos deles recebem reforço escolar. São milhares de pessoas que passaram pelos nossos projetos e que hoje estão nas mais diversas áreas, contribuindo para construção de uma sociedade melhor”, disse o major Saulo.
“Ainda não sei bem o que pretendo ser no futuro, mas quem sabe não me torne uma policial. Tenho cinco irmãos e, hoje, eles também estão em projetos da Polícia Militar. Eu melhorei na escola e na minha casa. O projeto Peixinhos Voadores mudou muita coisa nas nossas vidas. Tenho certeza que teremos um grande futuro pela frente, uma vida melhor”, disse Lohana Alves Souza, 9 anos, que estuda em escola pública no bairro do Muca, e que há dois anos ingressou no projeto Peixinhos Voadores.
Programas Sociais da PM/AP
Cidadão Mirim
Segundo a Polícia Militar, no primeiro semestre de 2018 o projeto Cidadão Mirim atendeu 450 alunos. Ele foi criado há 27 anos para atender adolescentes na faixa etária de 12 a 15 anos, em situação de risco e vulnerabilidade social, e possibilita a integração e o bom convívio deles com a família, escola e sociedade.
Campeões do Amanhã
A Polícia Militar desenvolve o Campões do Amanhã há 15 anos. Neste primeiro semestre foram atendidos 50 alunos. O público-alvo são crianças e adolescentes com idade entre 8 e 12 anos, regularmente matriculados em escolas da rede pública. O projeto busca a inclusão social, através de atividades socioesportivas.
Capoeira Cidadão Considerado
O projeto Capoeira Cidadão Considerado é desenvolvido em parceria com escolas públicas e instituições não governamentais, como igrejas e clubes privados. Para isso, em 2015, foi feita uma parceria interinstitucional com a Polícia Militar, através da Diretoria de Ação Social e Cidadania, que ofereceu a estrutura do Comando-Geral para as atividades. Em 2018, estão sendo atendidos 240 alunos.
Novo Basquete Amapá
O Novo Basquete Amapá é o mais recente projeto social da PM/AP. Foi criado para oferecer mais uma opção de esporte, lazer e inclusão social de crianças e adolescentes, em situação de risco e vulnerabilidade social. A faixa etária que o programa abrange vai de 7 a 17 anos.
O projeto formou, em 2017, a primeira turma com 200 integrantes que já participaram de competições estaduais no Sub-15 e Sub-17, nos quais se consagraram campeões. Em 2018, o projeto atende 124 alunos.
Peixinhos Voadores
Desenvolvido há 16 anos, o projeto Peixinhos Voadores atende crianças, adolescentes e jovens com idade entre 6 e 18 anos, com aulas de natação no período da manhã e à tarde. Em 2018, 450 crianças e adolescentes são atendidos.
O projeto já revelou talentos da natação, que conquistaram medalhas em campeonatos regionais, e já atendeu mais de 16 mil participantes desde a sua criação.
Proerd
O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), implantado no Amapá em 2002, constitui uma medida preventiva, complementar às ações de repressão ao uso indevido e tráfico de drogas no Estado do Amapá, sendo uma forma de atuação da PM/AP voltada para a prevenção ao consumo de drogas.
No primeiro semestre de 2018, o programa já alcançou 934 alunos.
Participam do Proerd alunos do 5º e 7º ano do ensino fundamental das redes públicas e privadas, na faixa etária de 9 a 15 anos, e os pais desses alunos. Em 16 anos de criação, o projeto já atingiu mais de 150 mil crianças e adolescentes em todo o Estado.
Batalhão Ambiental
O Batalhão Ambiental, sediado no município de Santana, atende neste ano 240 alunos e desenvolve um projeto social com várias modalidades, entre elas, a formação de Agente Ambiental Mirim, cujo objetivo é ensinar os alunos sobre a preservação dos recursos naturais, visando o aumento da integração da criança com a comunidade e com o ambiente que a cerca. Os alunos participam de aulas com temas referentes ao meio ambiente, cidadania e civismo.
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