De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Gastão Calandrini, a aeronave está pronta para uso, porém a entrega oficial ao Estado ocorrerá com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), inicialmente marcado para o próximo dia 15. Neste intervalo a equipe do Grupo Tático Aéreo passará por última capacitação em solo para operar a aeronave.
O investimento para a aquisição do helicóptero foi de R$ 12.329.558,40, sendo R$ 5.711.760,70 em recursos da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron), convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e R$ 6.617.797,70 de contrapartida do tesouro estadual. No contrato, o GEA ficou de pagar em três parcelas indexadas ao dólar. Como a moeda americana explodiu, a contrapartida saltou de 3,1 milhões para R$ 6,6 milhões.
O modelo de helicóptero adquirido pelo Governo do Amapá é o Esquilo AS350 B2, uma aeronave com capacidade para até seis passageiros em sua fabricação original. No caso do GTA, as adaptações necessárias para as funções ostensivas, de salvamento e transporte aeromédico.
De acordo com a Helibrás – empresa responsável pela fabricação -, por apresentar motor Turbomeca Arriel 1D1, o AS350 B2 a aeronave tem excelente desempenho em altitudes elevadas e em ações que envolvam altas temperaturas – como no auxílio de combate a incêndios. A capacidade de carga é de até 1,16 tonelada no gancho (aproximadamente mil litros de água).
O GTA
O GTA foi criado em 2006, na primeira gestão de Waldez Góes. Na primeira fase, o grupo tático operava com um helicóptero alugado. Ao final do segundo mandato do governador, foi deixado recurso em caixa para a compra de uma aeronave própria para o GTA. Eram aproximadamente R$ 5 milhões para aquisição de um helicóptero usado. Entretanto, nos anos seguintes o projeto não foi executado e o convênio quase foi cancelado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Este ano, o chefe do Executivo empenhou-se em articular, junto ao governo federal, a recuperação do recurso que havia sido deixado por ele mesmo nos cofres do Estado em 2010, permitindo que o Estado adquirisse uma aeronave própria.
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