
Orientações foram repassadas pela médica veterinária e fiscal agropecuária da Diagro, Nanivalci Benincasa
A importância de seguir boas práticas sanitárias durante a fabricação de qualquer tipo de alimento é indispensável. Entre os produtores de queijo artesanal, a atenção deve ser redobrada, pois o risco de contaminação durante todo o processo é grande.
Para orientar os produtores sobre todo esse processo, aconteceu nesta quinta-feira, 31, uma palestra sobre os aspectos higiênicos e sanitários na fabricação do queijo artesanal. A palestra foi ministrada dentro da programação da 1ª ExpoBúfalo, evento que o Governo do Amapá realiza no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá.
Entre os aspectos abordados esteve o controle de zoonoses, doenças como brucelose e tuberculose, que acometem bubalinos e bovinos e, que, podem ser transmitidas ao homem pelo consumo de leite e derivados.
“As boas práticas sanitárias são essenciais para garantir a sanidade do rebanho leiteiro e a qualidade do leite. Ficar atento a essas zoonoses é fundamental para evitar que o queijo feito com leite cru, possa veicular esses micro-organismos patogênicos e causar problemas de saúde pública”, explicou a médica veterinária e fiscal agropecuária da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), Nanivalci Benincasa.
A palestrante ressaltou a importância de os produtores de queijo artesanal realizar o controle sanitário do rebanho e ordenha higiênica. E, também, de utilizarem utensílios higienizados, adequadamente e, adotar boas práticas de fabricação nas queijarias para evitar a contaminação do leite e dos queijos, evitando deterioração do produto, bem como problemas de saúde pública.
As orientações foram destinadas para pecuaristas, produtores rurais, técnicos extensionistas e acadêmicos. Nesta sexta-feira, 1º, o tema voltará a ser abordado, mas desta vez, na oficina de produção de queijos artesanais, onde os participantes poderão pôr em prática a fabricação do produto.
Regularização
Outro ponto abordado na palestra foi a regularização dos estabelecimentos de produção do queijo artesanal na Diagro. O objetivo é garantir que todos os estabelecimentos que produzem o alimento, tenham sua qualidade sanitária avaliada para que a produção esteja apta ao consumo.
“Obter esse registro é indispensável para o funcionamento de estabelecimentos industriais e artesanais de produtos de origem animal e vegetal”, frisou a fiscal agropecuária Nanivalci Benincasa.
Para se regularizar, o produtor deve procurar a Diagro e pedir o registro no Núcleo de Análise, Registro e Rotulagem (NARR). Os locais que não possuem registro são considerados clandestinos, podendo ter seus produtos apreendidos e destruídos pelas autoridades competentes.
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