
O efetivo de militares se concentrou ao lado do Teatro das Bacabeiras, de onde os militares receberam o comando da operação
O Governo do Estado do Amapá (GEA) deflagrou nesta sexta-feira, 11, a segunda fase da Operação Tiradentes, que ocorre de forma simultânea nos 16 municípios. O lançamento acontece na Avenida Mário Cruz, ao lado do Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), coronel Rodolfo Pereira, estão sendo empregados 767 militares na operação.
“Além dos policiais, participam desta segunda fase, bombeiros militares. Os serviços administrativos da PM foram suspensos para que o efetivo pudesse estar nas ruas reforçando as ações preventivas e repressivas contra crimes de diversas naturezas. É bom lembrar que o trabalho rotineiro permanece”, declarou o comandante-geral da PM/AP.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP) vai atuar com orientações e vistorias nos estabelecimentos de municípios onde existe grupamento da corporação. É o caso de Macapá, Santana, Laranjal do Jari, Vitória do Jari e Oiapoque.
O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), coronel Carlos Souza, anunciou que a Operação Tiradentes ocorre, também, em todo o país. “Nossos policiais estão indo às ruas após um minucioso trabalho de levantamento estatístico e de inteligência. A população pode ficar ciente de que grandes operações serão realizadas em todo o estado para garantir o combate efetivo à criminalidade”, asseverou.
Além dos batalhões de área, as forças especiais, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Força Tática, montarão barreiras em pontos estratégicos [checkpoint] para abordagem de suspeitos e veículos. Áreas de passarelas, também serão saturadas durante as 48 horas de operação.
Operação Tiradentes I
Deflagrada nos dias 21, 22 e 23 de abril, a primeira fase da Operação Tiradentes registrou redução de 36% em acidentes de trânsito; 12% de ocorrências diversas e 6% de roubo, na comparação com o mesmo período de 2017.
Segundo o balanço divulgado pela PM, foram realizadas 2.140 abordagens em pessoas com atitude suspeita em via pública, bares, boates e lugares com aglomerações. Quatro armas de fogo foram aprendidas em Macapá e levadas para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), do bairro Pacoval, na zona norte.
O trânsito foi monitorado através de blitzes repressivas resultando na abordagem a 1.336 veículos. Dois carros foram apreendidos porque estavam em situação de restrição de roubo no sistema da Polícia Civil. Ainda foram fiscalizados veículos e motoristas com documentação em atraso e embriaguez ao volante.
Durante a operação, também foram cumpridos dois mandados de prisão de pessoas que estavam sendo consideradas foragidas da Justiça.
A Coordenadoria de Inteligência da Sejusp que, também integrou a operação, chegou até o quinto acusado do assalto que terminou com a morte do policial civil, Asplênio da Costa Ribeiro, ocorrida no dia 17 de abril.
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