sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Imap multa mineradora em R$ 4 milhões por descumprir monitoramento e recuperação ambiental

Também foram autuadas cooperativas de garimpeiros. Multas são resultantes de fiscalização conjunta com a Polícia Federal, ocorrida no fim do mês de abril.

Redação
Compartilhar

Fiscais também flagram irregularidade na exploração de minério em Calçoene
Fiscais também flagram irregularidade na exploração de minério em Calçoene · Foto: Divulgação

Crédito: Divulgação/ImapFiscais também flagram irregularidade na exploração de minério em Calçoene

Em parceria com a Polícia Federal, o Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) iniciou a segunda fase de uma série de fiscalizações voltadas para coibir crimes ambientais dentro e no entorno da Floresta Estadual do Amapá (Flota). As inspeções iniciaram no ano passado, quando empresas e garimpos clandestinos localizados no eixo sul da Flota foram autuados.

Desta vez, a fiscalização se concentrou nas regiões do Sul e Centro-oeste amapaense, onde os técnicos do Instituto e policiais federais encontraram diversas irregularidades que vão desde placas de identificação fora dos padrões exigidos pela legislação específica até danos ambientais.

Mineradoras, cooperativas de garimpeiros, madeireiras e até estabelecimentos de combustíveis foram autuados. O caso mais grave foi de uma mineradora que explora minérios de ferro e cromita em uma área localizada no limite entre os municípios de Porto Grande e Mazagão, no coração da Flota.

De acordo com a diretora-presidente do Imap, Edilene Ribeiro, a empresa descumpriu 14 condicionantes previstas em quatro licenças de operação. Entre as irregularidades mais críticas, a mineradora não apresentou os dados do monitoramento das áreas subterrâneas e superficiais, de resíduos gerados pelo empreendimento (rejeito de minério). Segundo a diretora-presidente, estes relatórios apontam o nível de contaminação da água no solo.

Outra exigência descumprida é o atraso no cronograma do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas em função da atividade mineral. “Em qualquer empreendimento de mineração, é obrigatório o reflorestamento na área que é desmatada para intervenção no terreno e isto tem que ser feito dentro de um prazo legal”, reforçou Edilene Ribeiro.

Todas estas irregularidades geraram uma multa no valor de R$ 4 milhões à mineradora, que terá, agora, até o início da próxima semana para apresentar a defesa por escrito, conforme prevê a legislação. Caso isto não ocorra, ela poderá ter as licenças suspensas. A fiscalização aconteceu nos dias 24 e 25 de abril.

Lourenço

Os fiscais também agiram no garimpo do Lourenço, no município de Calçoene, Norte do Estado. Dois cooperados foram autuados por dano ambiental. As multas foram no valor de R$ 2 mil reais, cada uma, por se tratar de empreendedores individuais.

Tags
Nenhuma tag cadastrada nesta notícia
Leituras
0 leituras

Receba notícias no seu e-mail →

Relacionadas

Editorias

Navegue pelas áreas de cobertura do Governo do Amapá54