
A programação iniciou com o Marabaixo da Aceitação, no sábado de aleluia, 31 de março, e prossegue até 16 de junho
Um dos momentos especiais da programação do Ciclo do Marabaixo 2018 é o Marabaixo do Trabalhador, que promete receber a população nesta terça-feira, 1º de maio, no tradicional barracão da Tia Gertrudes. As festividades em homenagem aos trabalhadores amapaenses acontecem a partir de 17h, na Avenida Duque de Caxias, nº 1203, bairro Santa Rita, em Macapá.
De acordo com a coordenadora de Ações Afirmativas do Ciclo do Marabaixo da Secretaria Extraordinária para os Povos Afrodescendentes (Seafro), Valdinete Costa, o público será recebido com muita alegria e tradição. “Neste dia, iremos receber o trabalhador amapaense para que ele possa conhecer um pouco mais do marabaixo e, se apropriar dessa manifestação cultural tão peculiar da nossa região e do Estado do Amapá”, anunciou Valdinete, que é neta de dona Gertrudes. Ela acrescentou que será um memento de festa e diversão, com direito a rodas de marabaixo e o tradicional caldo e a gengibirra, além da venda de artesanatos e utensílios.
O Ciclo do Marabaixo tem apoio do Governo do Estado do Amapá (GEA) que garantiu R$ 100 mil para a programação, como forma de fortalecer a tradição e a cultura amapaense. Além do apoio financeiro, o governo oferece às comunidades participantes, a segurança pública com policiamento ostensivo da Polícia Militar (PM/AP) e licenças do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP).
A programação deste ano iniciou com o Marabaixo da Aceitação, no sábado de aleluia, 31 de março, e prossegue até 16 de junho. Ocorrerão diversos rituais e orações tradicionais como missas, novenas, ladainha, retirada de mastros no Curiaú, enfeite, levantamento e derrubada de mastros e o Domingo da Murta. E, também, rodas de marabaixo de diferentes grupos, brincadeiras para as crianças, marabaixo de Corpos Chisti, café da manhã e almoço dos inocentes.
Os eventos acontecem nos quatros barracões da capital, localizados nos bairros Laguinho e Favela, redutos das famílias do Mestre Pavão, Tia Biló, Dona Dica Congó e Dona Gertrudes, e no distrito de Campina Grande, na zona rural de Macapá.
Mastros e Murta
Dois grandes momentos do ciclo são o Marabaixo do Mastro e o Marabaixo da Murta. Os mastros são cortados no campo do Curiaú – ritual do qual participam todas as famílias tradicionais, que plantam novas mudas no lugar da árvore extraída – e, posteriormente, são utilizados para erguer a bandeira da Santíssima Trindade e do Divino Espírito Santo.
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