
Programa Amapá Jovem foi lançado pelo governo do Estado em 2017, como uma importante ferramenta de valorização da juventude
A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira, 28, o Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo Estadual que garante a abertura de um crédito especial, no valor de pouco mais R$ 1,4 milhão, ao orçamento vigente. O recurso adicional é necessário para assegurar a remuneração de jovens de 18 a 29 anos que atuarão como monitores no Programa Amapá Jovem. Com a aprovação, o governador do Amapá, Waldez Góes, deverá sancionar a lei nos próximos dias.
A medida tem como objetivo incluir e garantir oportunidades aos jovens dos 16 municípios do Amapá, que, sob a orientação de profissionais capacitados, poderão atuar no programa ao ministrar oficinas e conteúdos previamente preparados e adequados à faixa-etária do público beneficiado pelo Amapá Jovem, que compreende a população de 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade social. Além de ministrar oficinas, os monitores serão responsáveis por acompanhar o desempenho e o controle de frequência dos alunos, elaboração de relatório de conteúdo, entre outras atividades.
A secretária extraordinária de Políticas para a Juventude (Sejuv), Joelma Santos, destaca que as inscrições para o processo seletivo de jovem monitor iniciarão ainda no primeiro semestre de 2018 e serão abertas para os 16 municípios. Os candidatos passarão por um filtro que avaliará alguns critérios, como o perfil socioeconômico. Joelma acrescenta que, se aprovado, o jovem passará por um processo de triagem que medirá suas habilidades e classificará o nível em que ele se enquadra. “Esta medida permitirá ampliar ainda mais o leque de oportunidades aos jovens amapaenses”, ressaltou a secretária, destacando que os recursos do crédito especial são do Tesouro Estadual.
Amapá Jovem
Instituído pela Lei nº 1.342/09, o Amapá Jovem teve início em 2009, durante o segundo mandato de Waldez Góes. Nesse período, o programa chegou a atender mais de 10 mil jovens em 11 municípios do Estado, onde foram observados resultados significativos como a redução da violência e da evasão escolar. Contudo, sua execução foi interrompida na gestão posterior.
Em 2017, o programa foi reformulado, tornou-se mais moderno e abrangente, adaptando-se ao Estatuto da Juventude. A reformulação trouxe duas grandes mudanças: a utilização do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), para cadastramento e triagem dos jovens, além da adaptação do programa ao Estatuto da Juventude de 2013.
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