
Preços populares atraíram os consumidores nos dois primeiros dias de lançamento do programa
A movimentação de consumidores nos pontos de venda do programa Peixe Popular do Governo do Estado, está dentro do esperado pelos empreendedores dos 9 municípios contemplados pelo projeto de comercialização de pescado a preços populares. E a expectativa é que a procura aumente nesta quinta-feira, 29, dia que antecede o feriado da sexta-feira santa, cuja tradição, segundo o catolicismo, é o consumo de pescado nesse período por ocasião da Páscoa.
Os preços e a qualidade do pescado são os atrativos, segundo constatou a professora Maria das Graças Lima. A educadora procurou o ponto de venda do programa, em frente à Feira do Produtor do bairro Buritizal, em Macapá, para comprar tambaqui. O quilo da espécie está ao preço de R$ 11. “Me antecipei para evitar a correria e, assim, ter tempo de prepará-lo pra e assar na sexta-feira”, revelou.
O microempreendedor Adriano Amaral participa pelo terceiro ano seguido do programa Peixe Popular, com a venda de pescado durante a Semana Santa. Ele informou que a expectativa é comercializar aproximadamente 10 toneladas de pescado no bairro Buritizal, onde o horário de funcionamento do ponto de venda vai das 7h às 20h.
Adriano revelou que as primeiras horas da manhã e o fim da tarde são os horários de maior movimentação de consumidores no local à procura de pescado.
O programa Peixe Popular, segundo o autônomo Carlos Costa, é uma iniciativa importante que ajuda aos consumidores de baixa renda a ter acesso ao pescado a preço acessível. “Com o preço baixo, dá para levar uns quilos a mais”, frisou.
A novidade estes ano é a ampliação do programa Peixe Popular aos municípios de Porto Grande, Pedra Branca do Amaparí, Serra do Navio, Laranjal do Jarí, Vitória do Jarí, Itaubal e Tartarugalzinho. Antes, o programa contemplava apenas Macapá e Santana e, este ano, o governo trabalhou para alcançar as demais cidades.
Preços no interior
As vendas do programa começaram na terça-feira, 27, em Macapá e Santana e, nesta quarta-feira, 28, em 7 municípios amapaenses. De acordo com o diretor-presidente da Agência de Pesca do Amapá (Pescap), Edson França, o preço do pescado em cada cidade foi estabelecido entre as secretarias municipais de agricultura, as colônias de pescadores e os piscicultores locais. Por esse motivo, o valor de algumas espécies difere de região para região.
“Cada município possui uma particularidade, por exemplo, há cidades onde o quilo do tamuatá está sendo comercializado a R$ 4, devido à proximidade do local com a colônia de pescadores”, explicou França.
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