Uma comitiva formada por membros do governo e da bancada federal amapaense deverá estar na reunião com a superintendente Rebecca Garcia. Eles também irão cobrar agilidade na regulamentação dos critérios que irão estruturar o Processo Produtivo Básico (PPB), marco que estabelece os parâmetros de funcionamento da ZFV – tanto para as empresas, quanto para os produtos.
Nesta terça-feira, 12, o governador em exercício, Papaléo Paes, se reuniu com o senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues, no Palácio do Setentrião, para tratar do assunto. Eles estavam acompanhados dos economistas Antônio Teles, que é secretário de Estado do Planejamento, e Charles Chelala, ambos professores da Universidade Federal do Amapá. Eles começaram a desenhar econômica, política e administrativamente, a linha que será apoiada pela comitiva amapaense para consumar a regulamentação da ZFV.
Este será o primeiro encontro, mas Teles ressaltou que o prazo para colocar a ZFV em funcionamento é até abril. “Vamos apresentar uma proposta que abranja o máximo de cadeias produtivas possíveis. Mas, vamos pedir celeridade, antes de tudo”, reforçou o secretário.
De acordo com ele, antes da reunião na Suframa, o governo vai reunir com o setor econômico, com a Agência Amapá de Desenvolvimento, para definir quais cadeias produtivas devem ser priorizadas.
Cenário econômico
A ZFV começou a ser regulamentada com a sanção pela presidente Dilma Rousseff, no dia 18 de dezembro de 2015. Com o principal atrativo da isenção fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o projeto compreende um espaço econômico que permite a instalação de indústrias para a fabricação de produtos com matéria-prima (de origem animal, vegetal e mineral) da biodiversidade amapaense.
A partir desta nova realidade, o Amapá começa a preparar terreno para a chegada dos grandes empreendimentos, que devem movimentar e desenvolver a economia do Estado. O governo já iniciou o planejamento para oferecer um cenário estruturalmente preparado para implantação de polos e parques industriais.
Segundo o governador Waldez Góes, energia elétrica, comunicação e investimento em infraestrutura da malha rodoviária são os principais recursos que o Estado precisa investir para garantir a vinda das indústrias. De acordo com ele, nestes aspectos, o Amapá está bem encaminhado, já que o Estado atualmente é conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e possui três Usinas Hidrelétricas, duas delas em plena atividade. Na infraestrutura, há um ritmo intenso das obras do Plano Rodoviário e de Mobilidade Urbana, que são executados com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES).
Mas, o governo também sabe que o Estado precisa avançar na infraestrutura portuária. Entre estas providências estão as demandas para modernizar o Porto de Santana. O governo quer autorização para abertura do capital da Companhia Docas de Santana, renovação por mais 25 anos da concessão do porto, redefinição da poligonal, e liberação de recursos financeiros para realização de estudos técnico e científico na Barra Norte e Barra Sul do Rio Amazonas, que permitirão ao porto de Santana receber navios com maior capacidade de carga.
Os recursos que o Amapá precisa podem advir do Plano de Investimento em Logística (PIL), lançado em junho de 2015 pelo Governo Federal. O mecanismo objetiva aumentar a capacidade portuária do país, que atualmente usa 63% do seu potencial, segundo a Secretaria dos Portos. O PIL dispõe de R$ 198,4 bilhões em infraestrutura para o país em 2016 e para os próximos anos. Só para o setor portuário, o investimento previsto é de R$ 37,4 bilhões.
Há ainda outras políticas implementadas pelo governo e que se enquadram no ambiente econômico criado a partir da ZFV. Entre elas está o edital de concessões florestais. Lançado em dezembro, ele vai permitir a extração sustentável do potencial madeireiro do Estado pela iniciativa privada.
Essas concessões florestais constituem atrativo para indústrias moveleiras, por exemplo. Com a ZFV, uma empresa que use a madeira como matéria-prima se beneficiará dos incentivos fiscais. Em contrapartida, o funcionamento deste empreendimento vai abrir oportunidades de emprego para a mão de obra local. Como os produtos industrializados na ZFV tendem a ser mais baratos, o Comércio amapaense também pode se beneficiar, pois as lojas de móveis, por exemplo, ficariam mais estimuladas a aumentar o estoque. Este ciclo compreende uma cadeia de geração de postos de trabalho e serviços, que naturalmente aumentariam a arrecadação do Estado – o que significa mais recursos para investimentos em áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública.
Para exemplificar o potencial que o incentivo da ZFV traz ao Amapá, existem centenas de produtos industrializados derivados do petróleo. Eles vão desde o combustível à lixa de unha. E é exatamente desta variedade de fábricas que podem vir a compor o parque industrial do Amapá que os pequenos empreendedores podem tirar proveito.
- Área
- Bem Estar Animal
- Local
- SantanaPorto Grande
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Bem Estar Animal no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




