
Desvio no canal foi uma das medidas adotadas para evitar o rompimento da barragem no garimpo do Lourenço
A Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço (Coogal) teve que aumentar em mais um metro o desvio do canal criado para aliviar a pressão da água e evitar um possível rompimento da barragem Labourier. O motivo é por causa do aumento no índice pluviométrico na região que elevou o nível dos rios Reginá, Cassiporé, Tajauari, Araguari e Calçoene.
Os serviços emergencias iniciaram no mês passado, depois que a Agência Nacional de Mineração (ANM) notificou a cooperativa. O desvio tem aproximadamente 100 metros de extensão com dois metros de altura.
Os trabalhos estão na quarta fase de ações e são acompanhadas pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) que nesta fase, conta com a parceria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Grupo Tático Aéreo (GTA), que monitoram a situação da barragem.
De acordo com o chefe da seção de reconstrução da Defesa Civil, tenente João Paulo Pastana, o apoio do GTA está sendo importante para o registro fotográfico e georreferenciado da vazão dos rios. “É um levantamento que vem sendo realizado semanalmente e os dados coletados serão inseridos ao plano de trabalho que norteará as ações para resolver a situação da barragem”, explicou.
As ações no garimpo do Lourenço, que fica no município de Calçoene, iniciaram com a drenagem da água através da construção de um canal seguido por um reforço da barragem com blocos de rocha. A Coogal terá ainda que reconstruir a barragem num prazo de 60 dias.
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