sexta-feira, 16 de outubro de 2026

MINERAÇÃO

Cooperativa cria desvio para eliminar risco de rompimento de barragem no Lourenço

Criação do desvio foi uma das medidas apontadas pela força-tarefa de órgãos federais, estaduais e instituições militares, em notificação à Coogal.

Weverton Façanha
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Às proximidades da borda, foi instalada uma régua para monitoramento do nível da água.
Às proximidades da borda, foi instalada uma régua para monitoramento do nível da água. · Foto: Arquivo

Crédito: Arquivo/Defesa CivilÀs proximidades da borda, foi instalada uma régua para monitoramento do nível da água.

A Cooperativa dos Garimpeiros do Lourenço (Coogal) já começou a criar o desvio para fazer um canal e diminuir a pressão da água para evitar um possível rompimento da barragem Labourier no garimpo do Lourenço no município de Calçoene, a 360 km de Macapá. A criação do desvio foi uma das medidas apontadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) que notificou a cooperativa responsável pela barragem que corre risco de desabamento. Às proximidades da borda, foi instalada uma régua para monitoramento do nível da água.

A força-tarefa com órgãos federais, estaduais e instituições militares se encontra na região acompanhando o cumprimento das medidas apontadas na notificação para obras emergenciais no local. São integrantes da Defesa Civil do Estado, ANM, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), Instituto Brasileiro e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.

O tenente-coronel BM Medeiros, coordenador da comitiva, informa que os serviços estão ocorrendo dentro dos prazos, conforme a notificação. “Esperamos que assim aconteça até o fim das obras”, reafirmou. A próxima etapa será o reforço na base da barragem com blocos de rocha. E a última fase será a reconstrução.

A força-tarefa que acompanha os trabalhos foi criada depois que o governador Waldez Góes foi até Brasília (DF) em busca de auxílio do governo federal para minimizar o risco de rompimento da estrutura. O chefe do Executivo estatual acompanha toda a mobilização dos órgãos que o apresentam os relatórios com o andamento das medidas.

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