
Representantes da Caesa e Unifap já iniciaram as conversas para a realização deste trabalho conjunto.
O governo do Estado firmou parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap) para a elaboração de projetos da rede de esgoto das cidades de Macapá e Santana. A conclusão dos estudos é necessária para que a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) tenha acesso a recursos para a execução de obras dessa natureza junto ao Ministério das Cidades. Representantes das duas instituições já iniciaram as conversas para a realização deste trabalho conjunto, que ocorrerá através de uma cooperação técnica.
De acordo com o diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás, os estudos de projetos de engenharia para manejo de águas pluviais e esgotamento sanitário são necessários para a reestruturação e ampliação da rede nas duas maiores cidades do Estado. E a primeira etapa deste trabalho é o estudo de topografia, que já foi concluído no município de Santana e está em fase de finalização em Macapá.
“A partir desta conclusão, iniciará o estudo de concepção que buscará alternativas para a destinação final dos resíduos de esgoto, que é o principal objetivo. A parceria com a universidade vai nos dar mais respaldo no trabalho técnico”, reafirmou Valdinei Amanajás.
O diretor técnico da Caesa, João Paulo Monteiro, explicou que dentro deste planejamento está prevista a construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Atualmente, o principal ponto de despejo de esgotamento sanitário é na bacia de decantação, no bairro Pedrinhas, na capital.
“O estudo vai nos dizer qual será o melhor local para a construção da ETE, levando em consideração, o impacto ambiental que é o centro do debate. Nesse sentido, a parceria com a Unifap será fundamental”, destacou João Paulo Monteiro.
O professor do colegiado de Ciências Ambientais da Unifap, Alan Cunha, informou que os estudos incluem o monitoramento da qualidade da água de rios e lagos e a identificação de plumas, que são resultados de emissões contínuas de poluentes.
“Sabemos que o Rio Amazonas é afetado com a concepção atual da rede de esgoto. Para este novo estudo, é preciso medir o nível de proliferação destas plumas e em que áreas elas estão localizadas. A partir deste resultado teremos que identificar o local para a construção da ETE”, frisou Alan Cunha.
A vice-reitora da Unifap, Adelma Mendes, disse que esta parceria também é importante para fomentar a pesquisa científica da universidade. “Será uma oportunidade para os professores e alunos que já fazem pesquisas voltadas ao saneamento. A Unifap ganha com isso, assim como a Caesa, que recebe este apoio técnico para a melhoria do serviço”, avaliou.
A previsão da Caesa é que ainda, em 2018, sejam concluídos os estudos de esgotamento sanitário de Macapá e Santana.
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