
Na reunião na Secretaria do Trabalho, artesãos tiraram dúvidas e acompanharam as ações de governo
Associações representativas de artesãos amapaenses participaram de reuniões promovidas neste mês de dezembro pelo governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), com o objetivo de alinhar o calendário de participação da categoria em eventos locais e nacionais. No Amapá, existem atualmente 569 artesãos cadastrados junto ao Programa de Artesanato Brasileiro (PAB).
Outros assuntos também foram discutidos durante os encontros, como a reforma da Casa do Artesão e o acesso aos recursos do Fundo de Apoio ao Microempreendedor e ao Desenvolvimento do Artesanato do Amapá (Fundmicro).
Uma das reuniões ocorreu na Agência de Fomento do Amapá (Afap), onde os artesãos puderam tirar dúvidas sobre o acesso aos recursos do Fundmicro. O diretor presidente da Afap, Francisco de Assis Souza Costa, esclareceu que a gestão administrativa e financeira do fundo é de responsabilidade da instituição e falou sobre as linhas de créditos disponíveis.
“Estamos sempre de portas abertas para receber os artesãos e qualquer outro segmento. Mas é preciso que sejam apresentados projetos para que de forma individual ou coletiva, os artesãos possam acessar os recursos”, afirmou.
A reforma da Casa do Artesão foi outro assunto em pauta. Ficou acertado no encontro que a Sete agendará uma reunião com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), em data ainda não confirmada, para discutir junto com os artesãos a questão. Com relação às visitações aos anexos da Casa do Artesão, no Monumento Marco Zero do Equador e Museu Sacaca, foram apresentados relatórios do número de visitas, volume de vendas etc.
“Ficamos satisfeitos com todos os esclarecimentos prestados pela Sete aos artesãos. É importante manter sempre ativo esse canal de diálogo entre o governo do Estado e a categoria”, comentou Jansen Rafael Silva, presidente da Associação Macapaense de Artesãos e Artesãos (Amaarte).
A Secretaria do Trabalho e os artesãos trataram do uso de veículos para apoio no transporte de peças e logística em feiras estaduais, municipais e nacionais. A Sete apresentou um relatório dos atendimentos feitos em 2017 e solicitou que o agendamento seja feito com no mínimo 15 dias de antecedência para poder agilizar questões como combustível, motorista etc.
Apoio
A compra de três tendas e 47 barracas com recursos do Fundmicro, via Agência de Fomento do Amapá (Afap), deixou os artesãos otimistas. O material deverá ser entregue ainda este mês e será utilizado a partir de janeiro de 2018 em feiras itinerantes na capital e demais municípios do Estado.
“Montamos um calendário de feiras para o ano que vem e sugerimos que as associações representativas dos artesãos apresentem locais para a realização das feiras, independente de alguns eventos pontuais organizados ou patrocinados pelo governo do Estado”, disse Maraína Martins, secretária do Trabalho e Empreendedorismo.
Quanto ao aumento da participação da categoria nas feiras nacionais, a Sete providenciará a logística para o transporte das peças dos artesãos utilizando o caminhão baú do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).
“O governo do Estado tem nos orientado a dialogar e atender as demandas de todos os segmentos sob a responsabilidade da Sete. Especificamente sobre os artesãos, não temos medido esforços para assistir e garantir o acesso deles nos eventos, mesmo diante do cenário econômico”, finalizou Luciana Araújo, secretária adjunta da Sete.
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