
Produtores aprenderam como funciona o processo de produção de farinha mecanizada
O Governo do Amapá realizou no período da 1ª TecnoAgro e 26ª Agropesc, no município de Amapá, uma série de oficinais e capacitações voltadas para o setor agrícola. Uma delas foi a dinâmica de uma casa de farinha mecanizada, montada na área do parque de exposições, e mostrou na prática como se desenvolve os serviços do agricultor com equipamentos elétricos. A ação é coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).
A casa de farinha foi construída com todos os equipamentos industrializados e praticamente sem trabalho manual. O técnico em agropecuária do Rurap, Alex Miranda, explicou que o trabalho com a mecanização é mais eficiente e a qualidade do produto é a mesma que apresenta com o serviço manual.
“A produção de farinha em nossa região ainda é feita de maneira manual, mas estamos mostrando ao produtor que isso pode ser feito com equipamentos, sem perder a qualidade e produzindo muito mais em pouco tempo”, declarou.
Os resultados da mecanização do processo de produção ficam evidentes com a quantidade de farinha produzida. Com um trabalho manual o produtor consegue preparar no máximo 250 quilos de farinha, o equivalente a 5 sacas, por dia. Já com a mecanização, a produção quadriplica e chega a uma tonelada por dia, o equivalente a 20 sacas.
“Os serviços mecanizados não apresentam um grande desgaste físico ao produtor e mantêm a mesma qualidade da farinha, que é um dos fatores mais importante”, explicou o aplicador da oficina, Alex Miranda.
O agricultor José Fernandes, 70, afirmou que durante toda sua vida fez farinha da forma manual, como seu pai lhe ensinou, mas é algo muito pesado e a produção é pequena. “Eu aprendi de uma forma que levávamos até três dias de muito trabalho para termos uma quantidade razoável do produto, mas com esses equipamentos, já vimos que tudo pode ser diferente e a farinha tem a mesma qualidade. Isso só nos traz benefício e é logico que queremos melhorar”.
A capacitação aconteceu durante dois dias com a participação de mais de 20 produtores. A ideia é manter a casa de farinha mecanizada na região para uso coletivo dos agricultores.
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