
Representantes de vários setores ligados à agropecuária participaram dos debates sobre a produção de bubalinos
O governo do Estado, junto com diversas entidades ligadas ao setor da pecuária do Amapá e Pará, realizou na sexta-feira, 15, uma mesa redonda para debater o tema: Melhoramento e Manejo de Búfalos para Leite e Carne – projeto Promebull. O objetivo do projeto é mostrar aos produtores a eficácia do leite e da carne do búfalo em curto espaço de tempo e com um investimento relativamente melhor em relação a outras espécies.
Segundo o titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Robério Nobre, a partir deste encontro será montada uma agenda para tratar dos detalhamentos das ações futuras. “Neste primeiro momento fizemos um apanhado geral do nosso cenário, mas a partir da próxima semana já voltaremos a nos encontrar e iniciaremos uma definição de como vamos trabalhar nessa atividade no próximo ano”, afirmou.
De acordo com José Ribamar Marques, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, a bubalinocultura vem crescendo em todo país e o Amapá, com o interesse de vários setores locais, se mostra contextualizado em relação ao assunto. “É importantíssimo observarmos que um estado está discutindo o assunto, ou seja, está debatendo a produção de alimentos e isso, traz a geração de renda e faz parte do crescimento econômico local”, destacou.
O prefeito do município de Amapá, Carlos Sampaio, falou da potencialidade do Estado, o segundo maior produtor de búfalo do país. “Necessitamos tirar proveito dessa potencialidade, mas só poderemos conseguir se nos unirmos; felizmente estamos conseguindo com esses diversos eventos”.
O evento encerrou a semana de programações técnicas da 1ª TecnoAgro, realizada durante a 26ª Agropesc, no município de Amapá, com a participação de produtores rurais, técnicos extensionistas, pecuaristas e empresários. O Amapá possui um rebanho de mais de 320 mil cabeças de búfalos, ficando atrás somente do estado do Pará.
A 26ª Agropesc e a 1ª TecnoAgro receberam aproximadamente R$ 700 mil em investimentos do Governo do Amapá. A proposta é realizar a TecnoAgro a cada seis meses com atividades que fomentem as potencialidades em todas as regiões do Estado do Amapá.
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