
Dados da Base Cartográfica do Amapá foram apresentados ao governador Waldez Góes, nesta quinta-feira, no Palácio do Setentrião
O Exército Brasileiro entregou ao Governo do Estado, nesta quinta-feira, 14, no Palácio do Setentrião, os resultados da primeira etapa da Base Cartográfica do Amapá – plataforma de dados georreferenciados de todo o território estadual.
Os mapas cartografados na escala 1:50000 abrangem informações e imagens de aproximadamente metade do território amapaense. A predominância desta escala é de dados de florestas e unidades de conservação.
A outra metade será executada também pelo Exército numa escala ainda mais precisa: 1:25000, cujo foco se concentrará nos perímetros urbanos dos municípios amapaenses, onde serão mapeadas todas as estradas, ramais e assentamentos e cidades do Estado.
Segundo o governador Waldez Góes, a base de dados, principalmente as informações de georreferenciamento, serão usadas na delimitação de territórios a serem regularizados. “Algumas áreas, mesmo já tendo sido definidas, terão que ser remarcadas porque a base cartográfica usa referências mais precisas, mais confiáveis”, informou o governador.
Com imagens de alta resolução feitas em sobrevoos e com recursos tecnológicos de radares foram possíveis identificar pistas de pouso clandestinas e garimpos ilegais nas florestas. Para o coordenador de georreferenciamento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Patrick Farias, o Amapá sai de um “vazio cartográfico” para ter a mais atual e moderna Base Cartográfica do Brasil.
“Hoje o Estado já detém todas as imagens e modelos digitais de superfície. Então, em cima destes dados, temos totais condições de fazer uma gestão mais eficiente das nossas florestas. As instituições de ensino e pesquisa também já podem se utilizar destas informações”, ponderou Farias.
A Base
A plataforma de dados e de georreferenciamento foi desenvolvida pelo Governo do Amapá, por meio das Secretarias de Estado do Planejamento (Seplan) e de Meio Ambiente (Sema), em convênio com o Exército Brasileiro, por meio dos 2º e 4º Centros de Geoinformação (CGEO). O projeto mapeou uma área de 75 mil quilômetros quadrados.
Basicamente, o trabalho consiste em coleta de informações precisas sobre população, água, solo, vegetação, entre outras, e dados como imagens aéreas e de satélite. As imagens possibilitarão dados referentes a estradas, pistas de pousos, comunidades ribeirinhas, áreas indígenas, regiões isoladas, e uma série de outras utilidades.
De acordo Patrick Farias, a base de dados estará, em breve, disponível para consulta do público via internet. “Qualquer órgão público ou empresa vai poder acessar os dados e usar as informações para executar planejamentos e projetos. A previsão é que esta primeira etapa que está sendo entregue hoje [quinta-feira] já seja disponibilizada para consulta a partir de março”, informou.
Segundo ele, a Sema desenvolve, juntamente com o Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), um portal específico para hospedar a ferramenta.
- Leituras
- 0 leituras
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




