
Durante a capacitação, os técnicos aprendem a utilizar duas principais plataformas da Base Cartográfica do Amapá
A Base Cartográfica do Amapá é uma das mais modernas do país, desenvolvida por meio de convênio entre o Governo do Estado e o Exército Brasileiro. Neste mês de dezembro, o Exército entrega ao Estado os produtos oriundos deste trabalho, e para que sejam utilizados da melhor forma, visando o desenvolvimento socioeconômico local, iniciou na segunda-feira, 11, prosseguindo até sexta-feira, 15, uma capacitação para 20 técnicos de órgãos estaduais e federais, preparando-os para manusear, através de softwares, os dados da Base.
Os técnicos aprendem a utilizar duas principais plataformas: o QGIS, software livre de geoprocessamento para manipulação das informações; e o DSGTOOLS, que é uma extensão do QGIS, elaborada pela Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) do Exército Brasileiro.
A capacitação é ministrada pelo 1º tenente do Exército Philipe Borba, engenheiro cartógrafo formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), lotado no 2º Centro de Geoinformação, em Brasília, organização subordinada à DSG, responsável pela elaboração da base cartográfica amapaense.
O tenente Borba ressalta que “por meio dessas ferramentas, os servidores poderão conhecer e se apropriar dessas informações, para elaborar análises, planejar ações e intervenções para que o desenvolvimento socioeconômico do estado ocorra com mais segurança”.
Ele acrescenta que a base foi construída com muito trabalho de campo e gabinete, e dentre os produtos entregues ao Estado estão modelos digitais de Superfície e de Terreno, que mostram o relevo e a cobertura da região. Neste sentido, sobre áreas de floresta, estão consolidadas informações como a altura da vegetação, sua biomassa, extensão, e outras características.
Outros produtos são as Cartas Topográficas, em que os dados podem ser acessados de forma impressa, o que, inclusive, é uma ferramenta muito utilizada pelo Exército. “A base vetorial também é outro produto importante, que agrega dados detalhados para análise e elaboração de políticas públicas”, acrescentou Borba.
Participam da capacitação, que acontece no Campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (Unifap), servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema); Instituto Estadual de Florestas (IEF); Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan); Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Superintendência do Patrimônio da União no Amapá (SPU/AP), e da própria Unifap.
Sara Neri, técnica da Coordenadoria de Geoprocessamento da Sema, é uma das servidoras que participam da capacitação. Ela destacou a importância de Estado e Exército disseminarem estas informações e preparar os atores que as utilizarão de forma direta.
“Uma base cartográfica desse porte pode ser utilizada em diversos eixos de intervenção, como ambiental, de policiamento, educação, saúde. E esta capacitação é extremamente válida, uma vez que nos prepara para atuar de forma eficiente e com diminuição de custos, pois antes de executar ações, podemos planejá-las respaldados neste conjunto de dados, que agora são palpáveis”, salientou Sara.
Base Cartográfica do Amapá
O território amapaense está mapeado, pela Base Cartográfica, em duas escalas. A escala 1:25.000 corresponde a uma área de 75 mil quilômetros quadrados. Já na escala 1:50.000, foram mapeados 78 mil quilômetros quadrados do território amapaense.
Os produtos entregues pelo Exército ao Estado nesse mês, são imagens aéreas, de satélite e de radar referentes a todo o estado. Além de produtos cartográficos da escala 1:50.000.
Dentre as informações produzidas, estão dados sobre hidrografia, vegetação, relevo, transportes e localidades, bem como imagens aéreas e modelos de elevação de terreno.
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