
Além do filtro customizado, o kit acompanha também uma quantidade de cal, sulfato e hipoclorito, produtos utilizados no tratamento da água coletada de rios e lagos.
O assentamento de Carapanatuba, localizado na região ribeirinha do município de Macapá, foi a comunidade escolhida pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) para realizar uma ação do projeto social que distribui kits domiciliares de tratamento de água à população.
O projeto é uma iniciativa desenvolvida pelo Núcleo Social da Caesa, que tem como objetivo oferecer meios para o tratamento de água em regiões isoladas, onde não há cobertura do serviço realizado pela companhia, além de promover a sustentabilidade.
Nesta segunda ação do projeto em 2017, foram realizadas a distribuição de 60 kits para as famílias que residem no assentamento. O acesso à localidade é somente através embarcação em uma viagem que dura cerca de três horas.
Os kits são confeccionados a partir do reaproveitamento das embalagens (baldes) de produtos químicos utilizados nos sistemas de tratamento de água na capital e nos demais municípios, que antes não tinham destinação. Essas embalagens são customizadas e se transformam em filtros.
Além do filtro customizado, com capacidade de 50 litros, o kit acompanha também uma quantidade de cal, sulfato e hipoclorito, produtos utilizados no tratamento da água coletada de rios e lagos.
O diretor-presidente da companhia, Valdinei Amanajás, destacou a importância deste trabalho nestas localidades e frisou que é uma forma de promover o saneamento a um custo baixo e melhorar a qualidade de vida dos moradores.
“Devido às características das comunidades ribeirinhas da região amazônica, fica inviável realizarmos a instalação de sistemas. Mas, por outro lado, devemos dar a assistência devida à população, pois investindo em saneamento se economiza na saúde. O kit é um meio prático e econômico de se realizar essas ações”, declarou o gestor.
O presidente da Associação dos Moradores do Carapanatuba, Benanias da Silva, disse que a população do assentamento depende exclusivamente da água do Rio Carapanatuba, afluente do Rio Amazonas, para realizar os serviços domésticos e, que antes não tinha orientações quanto ao tratamento.
“Às vezes a gente mesmo usava cloro na água, mas não sabíamos se era a forma correta. Hoje a gente recebeu o kit e também explicações da equipe da Caesa sobre como usar. Vai ser muito bom para nossa saúde, principalmente das crianças, porque vamos estar usando água limpa”, disse.
Durante a entrega, a equipe do Núcleo Social explicou a função e a dosagem correta de cada produto no tratamento da água para que se torne potável. O sulfato de alumínio tira a turbidez da água, o hipoclorito de sódio desinfeta e a cal hidratada e corrige a acidez. Esse processo dura cerca de duas horas.
A dona de casa Rosa dos Anjos, de 51 anos, mora há mais de 30 anos no assentamento e aprovou o trabalho realizado. “Para nós que usamos a água do rio é importante ter essa ajuda, pois a gente sabe que é importante ter uma água boa para fazermos nossa alimentação, para beber e para outras atividades”, falou.
Cronograma
Esta é a segunda ação do projeto em 2017. A primeira foi realizada na comunidade de Croa da Pedreira. O diretor-presidente da Caesa informou que a partir de 2018, mais localidades deverão ser contempladas.
“Tivemos um retorno muito positivo dessas ações e agora o objetivo é intensificar este trabalho em 2018. As próximas comunidades a serem beneficiadas serão as do Arquipélago do Bailique”, disse o gestor.
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