A ideia do curso surgiu a partir da solicitação dos estudantes que participam da semana do Japão no Amapá, que iniciou nesta terça-feira, 26, no Museu Sacaca. O chefe do Executivo informou que levará a proposta à Secretaria de Estado da Educação (SEED). “É uma possibilidade. Vou repassar à SEED que vai dialogar com o Consulado japonês sobre o projeto. Temos o curso de francês e estudamos a implantação dos cursos de inglês e espanhol. Assim, teremos um centro de línguas”, disse Góes.
Ainda sobre o evento, Kobayashi agradeceu o apoio do governo e ressaltou o interesse em ofertar bolsas de graduação e pós-graduação para alunos amapaenses, com a possibilidade de intercâmbio.
Na ocasião, Waldez Góes falou sobre a regulamentação da Zona Franca Verde e pediu para que a Amcel Celulose (empresa com capital japonês que atua no Amapá) faça investimentos na diversificação de atividades no Estado, como o plantio de grãos ou de mandioca, alternativas que contribuem para o desenvolvimento econômico da região.
Projetos
Os japoneses se mostraram interessados em atender o pedido e investir em outros ramos. Também apresentaram o andamento de três projetos no Estado: geração de energia, produção de alimentos e produção de laminados e MDF.
Em relação a geração de energia, a empresa concluiu a primeira fase do projeto que é o estudo de viabilidade da atividade. Agora, o plano segue para a próxima etapa que é a análise dos custos de implantação devido o alto custo de investimento.
No setor de alimentos, o projeto está em processo de identificação das áreas que podem ser utilizadas para plantio. Já a produção de laminados e MDF, os empresários procuraram a Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá onde encontraram uma empresa que tem interesse em implantar uma fábrica no estado.
Essas e outra potencialidades do Amapá serão apresentadas pelo governador em março, durante uma palestra em São Paulo para empresários japoneses. Após isso, um grupo visitará o Amapá para estreitar relações. “Estamos planejando diversificar nossas atividades no Amapá. Isso é de total interesse do empresariado japonês”, ressaltou Kobayashi.
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