
Comitiva reuniu com os estudantes, gestores escolares, coordenadores e professores para avaliar os avanços da educação em tempo integral
As primeiras oito Escolas do Novo Saber, criadas pelo Governo do Amapá em abril deste ano, já mostram resultados animadores e melhorias na infraestrutura das unidades. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) realizou, no período de 17 a 20 de outubro, um circuito de visitas para avaliar a implantação do modelo de ensino em Macapá e Santana.
A secretária da pasta, Goreth Sousa, visitou as Escolas do Novo Saber Maria do Carmo Viana dos Santos, Professor José Firmo do Nascimento, Tiradentes, Colégio Amapaense, Raimunda Virgolino - em Macapá - e Alberto Santos Dumont e Elizabeth Picanço Esteves - em Santana.
O acompanhamento iniciou-se pela Escola Maria do Carmo Viana dos Santos, localizada na zona norte da capital. O colégio possui 687 alunos matriculados e distribuídos nos ensinos fundamental II, médio parcial e integral. A Escola do Novo Saber conta com 128 estudantes divididos em quatro turmas. O colégio recebeu revitalização em sua rede elétrica e receberá mais 16 centrais de ar condicionado nos próximos dias.
Durante a visita, a comitiva governamental reuniu com os estudantes, gestores escolares, coordenadores e professores para avaliar os avanços da educação em tempo integral e as principais demandas de cada escola. A ideia é acompanhar o desenvolvimento pedagógico do modelo de ensino bem como os serviços de infraestrutura dos colégios.
Foram tratados assuntos relacionados à infraestrutura, ao modelo pedagógico, valorização dos professores, entre outros pontos. Algumas questões tiveram resposta imediata durante os encontros, outras foram encaminhadas para análise e acompanhamento dos setores competentes. “Estou aqui para ouvir e também me energizar de coisas boas desenvolvidas em cada escola onde, em tão pouco tempo de implantação, já conseguimos perceber resultados gratificantes”, afirmou Goreth.
A professora de história Rosilene Cardoso Souza acredita que a Escola do Novo Saber aproxima os docentes dos estudantes e isso se reflete em resultados positivos dentro dos projetos pedagógicos. “Eu escolhi atuar na Escola do Novo Saber, porque a iniciativa estimula uma relação mais estreita com os alunos. Estamos engajados e dando o melhor do nosso trabalho e isso é muito enriquecedor”, disse.
Infraestrutura
A secretária também levou boas notícias às escolas. A gestora informou na reunião que todos os projetos arquitetônicos de reforma e adaptação das Escolas do Novo Saber estão prontos, incluindo as adaptações dos banheiros, refeitórios, laboratórios, entre outros espaços. “Todos os ambientes necessários para melhorar o ensino nas Escolas do Novo Saber foram planejados durante um ano. As obras deverão iniciar em 2018”, adiantou.
Em 2017, no primeiro ano de implantação, foram realizados avanços significativos. A Escola Alberto Santos Dumont, por exemplo, recebeu investimento de cerca de R$ 100 mil, destinados a serviços de cobertura e reparos, e mais R$ 73 mil para serviços elétricos. Alguns serviços serão finalizados até dezembro deste ano. Até o final de novembro, a escola receberá armários adquiridos com recurso do Estado e, até o início de 2018, todo o material de laboratório, incluindo computadores, microscópio e datashow.
A escola Elizabeth Picanço Esteves, também em Santana, recebeu 15 centrais de ar condicionado concluindo, assim, a climatização do colégio. As centrais de ar condicionado antigas também foram substituídas.
Valorização
O Governo do Amapá, depois de estudos de impacto financeiro junto aos procuradores do Estado, elaborou um projeto de lei de bolsa de incentivo no valor de R$ 500 (integrais) aos professores engajados na Escola do Novo Saber. O projeto será votado na Assembleia nas próximas semanas.
Ensino inovador
Os alunos contam com três refeições na escola: lanche pela manhã, almoço e lanche à tarde. Mas a maior mudança ocorre dentro da sala de aula. Pela manhã, há aulas de todas as disciplinas do currículo, inclusive Educação Física e Educação Artística. À tarde, oficinas culturais com atividades artístico-culturais (dança, música, teatro e artes plásticas), orientação à pesquisa e aos estudos, resolução de problemas matemáticos e práticas em salas ambientes.
A rotina diária inclui, ainda, língua estrangeira moderna e filosofia, além de atividades para desenvolver uma cultura de empreendedorismo e estímulo ao protagonismo juvenil. “Nunca tinha visto nada parecido anteriormente, nesse novo modelo de educação a gente é estimulado a ser jovem protagonista, trabalhando junto com os professores, nosso projeto de vida. Isso é muito vantajoso para nós, estudantes”, finalizou Igor Dias, aluno da Escola Raimunda Virgolino.
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