sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Governo capacita profissionais veterinários para manter sanidade equina no Amapá

Estado do Amapá não apresenta registro da doença mormo em animais. Curso também serve para prevenção de outras enfermidades.

Weverton Façanha
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Capacitação e aperfeiçoamento faz parte do Programa de Sanidade Equídea do Amapá
Capacitação e aperfeiçoamento faz parte do Programa de Sanidade Equídea do Amapá · Foto: Erick Macias

Crédito: Erick Macias Capacitação e aperfeiçoamento faz parte do Programa de Sanidade Equídea do Amapá

O Governo do Estado do Amapá (GEA), em parceria com os conselhos regionais de Medicina Veterinária do Pará e Amapá e a Associação dos Criadores do Estado do Amapá (ACVAP), realizaram um curso de capacitação de resenha, pelagem e coleta de material para exame de anemia infecciosa equina, mormo, DNA e legislação. O objetivo é nivelar e agregar conhecimentos para manter a sanidade equina no Estado.

A capacitação foi direcionada a profissionais da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro), Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/AP).

“Qualquer programa sanitário não pode ser executado sozinho, por isso, temos participação de profissionais do serviço oficial do Estado e da União. Nossa intenção é qualificá-los, ainda mais, para prevenirmos essas doenças no Amapá e, para isso, contamos com apoio de agentes do Pará, que possuem ampla experiência nesse serviço”, afirma o diretor-presidente da Diagro, José Renato Ribeiro.

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará e um dos instrutores do curso, Edson Ladislau, ressalta a importância de capacitar os profissionais e de se realizar exames nos animais – especialmente, quando novos equídeos entram na propriedade e durante as participações em eventos.

“As aglomerações facilitam a transmissão, principalmente quando existem bebedouros ou cochos coletivos. A doença também apresenta graves riscos do ponto de vista econômico e da saúde pública, principalmente, com a doença mormo”, declarou Ladislau.

A capacitação e aperfeiçoamento faz parte do Programa de Sanidade Equídea do Amapá e tem como objetivos realizar a vigilância epidemiológica e sanitária das principais doenças dos equídeos, tais como o mormo e a anemia infecciosa equina (AIE), visando a profilaxia, o controle e a erradicação dessas doenças. Participaram do curso cerca de 30 profissionais da área de veterinária.

O curso envolveu aulas teóricas e práticas ministradas pelos médicos veterinários Edson Ladislau e Augusto Viana, ambos do Estado do Pará, durante dois dias. Nos próximos meses, o governo do Estado deverá promover a capacitação para profissionais do setor privado.

Anemia infecciosa equina

A AIE é uma doença viral incurável que ataca os equídeos (cavalos, burros, mulas e jumentos), mas não tem incidência sobre os humanos. Entretanto a ação humana tem uma grande importância na contaminação dos animais. O manejo sanitário inadequado é a principal via de transmissão da enfermidade, que acontece pelo contato com o sangue infectado.

Esse sangue pode estar presente nas tralhas, freios, bridões e esporas dos cavalos, por exemplo, e é preciso apenas uma pequena quantidade de sangue para infectar animais sadios. Por isso, a higienização frequente desses materiais com água e sabão é fundamental.

Mormo

O mormo é uma enfermidade causada pela bactéria Burkholderia mallei, que ataca equídeos, felinos e pode atingir também os humanos.  A doença é transmitida por meio do contato com as secreções produzidas pelos animais infectados: muco, pus, urina e fezes.

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