Com os três órgãos funcionando no mesmo espaço, as carretas com as mercadorias enquadradas na Zona Franca Verde entrarão na área onde serão fiscalizadas, otimizando o tempo de serviço, pois toda a regulamentação necessária será feita em um único local.
A área de 23 mil m² fica localizada em Santana próximo ao Distrito Industrial e foi escolhida devido a facilidade no acesso e escoamento da produção. O espaço foi vistoriado na semana passada pelos técnicos da Suframa que avaliarão a viabilidade da construção. “Estamos em um estágio bem avançado, pois o documento de cessão do terreno foi entregue à Suframa. Agora, aguardamos a decisão final. Acreditamos que a localização é viável para o projeto da Zona Franca Verde”, informou o diretor de Atração de Investimentos da Agência, José Carlos Molinos.
A Suframa aguarda a emissão do laudo dos técnicos que avaliaram o terreno. “A nossa vontade é que seja nesta área cedida pelo governo, que nos apresentou o projeto. Conhecemos o terreno e é um espaço favorável”, afirmou a superintende da Suframa no Amapá, Tânia Sousa.
Até a reunião de nivelamento das propostas para regulamentação do processo de implantação da Zona Franca Verde, ocorrida na tarde desta quinta-feira, 11, no Palácio do Setentrião, o GEA foi o único que apresentou um projeto para a construção da sede. Na ocasião, a prefeitura de Macapá também ofereceu um terreno, que de acordo com a superintendente será avaliado caso apresentem projeto.
Além da construção da sede da Suframa, na reunião também foi discutido se o polo industrial será construído em Macapá ou Santana. Ambas as prefeituras dos municípios manifestaram interesse. A discussão continuará nas reuniões do grupo de trabalho técnico, montado pelo Governo do Estado.
A Zona Franca Verde
A Zona Franca Verde foi regulamentada em dezembro de 2015, pela presidente Dilma Rousseff. A lei garante a isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para produtos que contenham em sua composição matéria-prima de origem regional. Além do Amapá, também serão beneficiados os estados do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia.
A ZFV incentivará a industrialização no Estado, devido a redução do processo burocrático para instalação e outros incentivos, que ainda estão em discussão.
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