
Medidas adotadas pela Caesa e Direcional Engenharia deverão resolver o problema do abastecimento de água no Macapaba
As tratativas sobre o fornecimento de água no Conjunto Habitacional Macapaba foram deliberadas na terça-feira, 18, em uma audiência realizada pela Justiça Federal com técnicos da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) e a empresa Direcional Engenharia. O ponto principal de discussão foram as soluções a serem apresentadas pelas duas entidades para a falta do produto no conjunto.
A empresa Direcional informou que já adquiriu uma bomba d’água, com capacidade de 45 CV, que será instalada ao sistema, substituindo a anterior, que tem potência de 40 CV. O equipamento foi encomendado em São Paulo e deve chegar em Macapá entre 3 e 8 de agosto.
De acordo com o diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás, a instalação de uma bomba de maior capacidade no sistema é parte de um estudo de viabilidade que foi elaborado pela diretoria técnica da companhia e apresentado em uma audiência anterior, realizada em junho.
"A companhia realizou um estudo completo sobre o sistema. Foi identificado nesse estudo geral, problemas de vazão do sistema, que não estava atingindo o percentual esperado para que o abastecimento atendesse integralmente o conjunto. Agora com a instalação da bomba, esse problema será resolvido definitivamente", explicou o gestor.
A instalação da bomba ocorrerá até o dia 15 de agosto. O serviço será feito pela Direcional, com acompanhamento da equipe técnica da Caesa.
Por ora, a companhia está realizando interrupções diárias, em horários específicos, para que haja vazão suficiente para distribuir água para o conjunto nos horários de pico e, também, nos fins de semana.
A representante da Associação dos Moradores do conjunto, Simone Maia, avaliou de forma positivo o acordo entre as duas entidades e a atuação da Justiça na solução do assunto.
"Tivemos muitos transtornos ao longo desses meses com a falta d'água, mas acho que agora houve avanço nessa resolução. A gente espera que o serviço seja feito dentro do prazo", esperançou-se.
O juiz federal João Bosco Soares também enfatizou a atuação da Caesa no estudo técnico para identificar o problema no sistema. "A companhia sempre se atentou aos prazos e respondeu aos chamados para discutirmos as soluções para a falta d'água no Macapaba. A audiência foi satisfatória, porque vejo que as tratativas estão avançando e quem vai ganhar é a população", concluiu o magistrado.
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