sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Integração entre as polícias estaduais possibilita solução de crimes no interior

Investimentos do governo na reestruturação do Sistema de Defesa também têm sido fundamental

Redação
Compartilhar

No fim de maio, o governo do Estado apresentou o resultado do investimento R$ 736 mil no sistema de defesa. Além da nova estrutura da DID, o governo entregou viaturas, coletes e embarcações para as polícias Civil e Militar.
No fim de maio, o governo do Estado apresentou o resultado do investimento R$ 736 mil no sistema de defesa. Além da nova estrutura da DID, o governo entregou viaturas, coletes e embarcações para as polícias Civil e Militar. · Foto: Marcelo Loureiro

Crédito: Marcelo Loureiro/SECOMNo fim de maio, o governo do Estado apresentou o resultado do investimento R$ 736 mil no sistema de defesa. Além da nova estrutura da DID, o governo entregou viaturas, coletes e embarcações para as polícias Civil e Militar.

A ação integrada entre as forças policiais do Amapá possibilitou a solução rápida do crime que chocou a uma das mais pacatas comunidades interioranas do Estado.

O trabalho conjunto das polícias Civil (PC) e Militar (PM) solucionou por completo, em apenas duas semanas, a morte do tabelião Manoel Queiroz Barbosa, de 50 anos. A vítima foi assassinada dentro de casa. O crime ocorreu no dia 26 de junho, na calma Vila Progresso, comunidade do Arquipélago do Bailique.

Segundo o delegado José Neto, da Delegacia Integrada Distrital (DID), quatro suspeitos envolvidos diretamente na morte do tabelião foram identificados. Três deles já estão presos e o quarto é procurado. Os dois que foram capturados pela PM na manhã desta nesta quinta-feira, 13, no Bailique, devem chegar no final da noite à capital para prestar depoimento. A PC acredita ter elementos suficientes para concluir o inquérito e encaminhar a denúncia ao Ministério Público.

Além desse caso, o delegado José Neto destacou que a cooperação entre as polícias tem possibilitado a solução de 100% dos inquéritos abertos na DID nos últimos três anos. Além disso, o delegado ressaltou, também, a contribuição da população com as investigações. Segundo ele, as denúncias sobre o caso do tabelião levaram as polícias a chegar com mais agilidade aos suspeitos.

“Essa integração com a PM foi essencial. Nós só logramos êxito em razão desta parceria entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. Especificamente neste caso, o tenente Bryan e sua equipe foram muito solícitos, realizaram todas as diligências e capturas que solicitamos. Mas a parceria também se estende à toda nossa área de cobertura. A cooperação com os comandos da PM, nessas áreas, tem nos permitido que nenhum crime fique sem solução, desde que estou aqui, há três anos”, reforçou o delegado.

Ele também frisou que os investimentos do governo nas novas instalações da DID e no reaparelhamento do Departamento de Polícia do Interior (DPI) – divisão da Polícia Civil que gerencia a DID – têm proporcionado mais agilidade nas investigações e reforço na parceria com a PM.

No fim de maio, o governo do Estado apresentou o resultado do investimento R$ 736 mil no sistema de defesa. Além da nova estrutura da DID, o governo entregou viaturas, coletes e embarcações para as polícias Civil e Militar.

“A nova estrutura nos deu um ambiente de trabalho que permite mais organização, o que facilita e deixa mais rápido o nosso trabalho e, também, melhora o atendimento à população. As viaturas que foram entregues ao DPI também dão apoio incondicional, quando precisamos nas nossas investigações”, assegura José Neto.

O crime

Manoel Barbosa foi encontrado morto na casa onde morava sozinho, na manhã do dia 26 de junho. O corpo apresentava ferimentos feitos à faca. Uma semana depois, o primeiro suspeito foi preso. A partir do depoimento dele, a Polícia Civil, com o apoio da PM, chegou aos outros três suspeitos.

As investigações também concluíram que se trata de um latrocínio (roubo e assassinato). Quantia de R$ 1 mil foi levada da vítima. Conforme a apuração policial, o crime foi premeditado. Dois dos suspeitos foram vistos ingerindo bebidas alcoólicas com o tabelião antes do crime. A vítima carregava consigo um maço de dinheiro, que teria despertado a ganância dos acusados. Após a bebedeira, eles teriam ido à casa do tabelião acompanhados de outros dois comparsas, que também conheciam Manoel.

Naquela noite, a Vila Progresso estava com poucos moradores, porque a maioria havia se deslocado para outra comunidade do Arquipélago onde acontecia uma festividade. Isso dificultou a existência de testemunhas oculares. Os suspeitos teriam sido vistos na festa comprando bebidas.

Tags
Nenhuma tag cadastrada nesta notícia
Leituras
0 leituras

Receba notícias de Comunicação no seu e-mail →

Relacionadas

Editorias

Navegue pelas áreas de cobertura do Governo do Amapá54