
Representantes da Agência Amapá e de outros órgãos participaram da reunião que definiu a criação do grupo de trabalho
O reaproveitamento de resíduos orgânicos de origem animal ou vegetal pode ser mais uma alternativa para o desenvolvimento econômico do Amapá. O Governo do Estado quer estimular o processo de compostagem e qualificar os produtores rurais para que, por meio da reciclagem da matéria orgânica, possam melhorar a qualidade do solo das propriedades e, consequentemente, a produtividade no campo.
O assunto foi discutido na terça-feira, 23, durante uma reunião coordenada pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), que definiu a criação de uma comissão mista de trabalho para a elaboração de um projeto para fomentar a produção de compostos orgânicos no Estado, além proporcionar políticas públicas de capacitação para agricultores rurais. O objetivo é garantir que os agricultores possam cuidar e preparar as próprias terras para o plantio, e assim, agregar valor às propriedades, e com as terras produtivas, possam ter mais oportunidades de arrendar e obter lucro sem precisar se desfazer das áreas.
Segundo o diretor de Atração de Investimentos da Agência Amapá, José Molinos, o estado ganhou evidência no mundo, devido as oportunidades e principalmente pelo fato de ter o melhor corredor logístico para grãos, como é o caso da soja. Essas oportunidades têm atraído muitos investidores que compram hectares de terras para a produção no Amapá, por valores muito abaixo do mercado nacional. O diretor explica que isso acontece porque o agricultor não está capacitado para preparar as suas terras, e sem o conhecimento devido, ele vende as propriedades por achar que não são produtivas.
“Nós queremos garantir alternativas de renda para o nosso agricultor. Queremos capacitá-los a preparar sua própria terra para o plantio e, de posse de conhecimento, eles irão valorizar o seu pedaço de chão e não mais ver altos lucros somente para os quem vêm de fora do estado. Poderão compartilhar dessas riquezas também, ao arrendarem terras qualificadas para o plantio” destacou Molinos.
De acordo com o técnico da SDR, Gilmar Costa, as inúmeras alternativas de se trabalhar a base da compostagem estão no pó de mármore, estercos de gado, de frango e de bode, folhagem, resíduo da produção de palmito e principalmente o caroço do açaí. “Isso tudo, que é jogado ao léu, pode se transformar em riquezas para o nosso estado. Agora, precisamos intensificar esse trabalho com todos os órgãos para que, de fato, aconteça. Com a participação de todos, sem dúvidas, será um grande feito para toda a sociedade” esperançou-se.
Além da Agência Amapá, participaram da reunião representantes do Instituto de pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado Amapá (Iepa), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e o empresário, Lauro Pamponet, que atua no tratamento de resíduos sólidos.
Também serão convidados a compor a comissão mista de trabalho as Prefeituras de Macapá, Santana e Mazagão; Universidade Federal do Amapá (Unifap); Universidade Estadual do Amapá (Ueap); Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA); Eletronorte; Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) e Horto de Macapá.
O próximo encontro do grupo, para tratar da condução dos trabalhos e definições prioritárias do projeto de compostagem, será no dia 30 de maio, na Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá.
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