Com o tema “A força de um povo que vem de seus ancestrais”, o Dia do Culto Afro, 8 de maio, apresenta uma vasta programação que se iniciou as 6 horas da manhã, e que contará com diversos eventos em alusão à data também no sábado (13), na terça (16) e no sábado (27), mostrando a importância da cultura e religião de matriz africana.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Afrodescendentes (Seafro), é quem promove todas as atividades culturais, juntamente com os diversos movimentos afro religiosos do Amapá, que, por meio de vários atos, busca combater o preconceito, o racismo e a intolerância religiosa.
A lei que trata da criação do Dia Estadual do Culto Afro Religioso é de autoria do senador Randolfe Rodrigues e lembra especificamente do primeiro toque de tambor de mina de Dulce Costa Moreira, a Mãe Dulce, que ocorreu em 8 de maio de 1962. O evento causou grande repercussão na época e hoje passa a ser lembrado como um memorial no combate à discriminação religiosa.
Os diversos movimentos contam com o apoio do Estado por meio da Seafro e estarão reunidos no sábado, dia 13, quando celebrarão com o rufar dos tambores. “Queremos, nesse dia, começar às 17 horas com o rufar, onde todos os movimentos estarão presentes e poderemos comemorar esse avanço da cultura negra, e não só isso, mas lembrar que ainda há muito o que fazer”, disse a secretária extraordinária de políticas afrodescendentes, Núbia Souza.
No dia 27 apresentará o tradicional toque de tambor no trapiche Eliezer Levy, reunindo os diversos movimentos de matriz africana em uma celebração especial.
A agenda da programação procura acompanhar o Ciclo do Marabaixo, com encerramento no mês de junho.
08/05
Dia Estadual do culto afro
Local: Casa do Pai Salvino (Rua Vila das Oliveiras, Pedrinhas)
06h: Alvorada
08h: Café da Manhã
09h: Roda de conversas
20h: Toque de Candomblé
Local: Casa do Pai Marcos
14h: Cine Clube (Vídeos e palestras em parcerias com Nelson dos Anjos e acadêmicos da Unifap)
13/05
1º Rufar dos Tambores na Fortaleza
16h: Chegada das comunidades afrodescendentes
17h: Abertura
19h: Rufar dos Tambores
20h: Toque dos Pretos Velhos
23h: Encerramento
16/05
Entrega dos Troféus para mulheres religiosas de matriz africana (Troféu Mãe Dulce)
15h: Chegada das comunidades de matriz africana
16h: Abertura
17h: Seminário sobre o empoderamento dos povos tradicionais de matriz africana
18h: Encerramento
27/05
Tambor de Mina
16h: Roda de conversa na praça
17h: Limpeza corporal com incenso e ervas, tomada de passe
19h: Ladainha de abertura do tambor
20h: Toques de tambor em frente ao Trapiche Eliezer Levy
23h: Encerramento
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