
Entrega dos documentos vai permitir acesso a financiamentos e aumento da produção nas comunidades
O agricultor Edgar do Nascimento, de 65 anos, recebeu no último fim de semana o reconhecimento do Estado quanto ao direito de posse e de uso da Floresta Estadual do Amapá (Flota). Seu Edgar e outros agricultores do município de Pedra Branca do Amapari foram contemplados a carta de anuência pelo Instituto de Estadual de Florestas do Amapá (IEF). A entrega dos documentos faz parte da política do Governo do Estado do Amapá (GEA) em reconhecer a Flota enquanto unidade produtora.
Seu Edgar trabalha no cultivo de cupuaçu, açaí, pupunha e outras frutas, há mais de 20 anos, na Comunidade do Porto Alegre, do Rio Água Fria, e a partir de agora poderá ter acesso a linhas de financiamento para aumentar ainda mais a produção.
Segundo ele, o documento é uma das maiores conquistas que ele pode receber na vida. “Hoje eu posso dizer que a terra é minha e isso só aconteceu graças aos esforços do governo do estado. Estamos felizes e vamos trabalhar com mais vontade para buscar o crescimento da nossa comunidade”, comentou o agricultou.
Dona Maria Nazira da Silva, 71 anos, agricultora da comunidade do Centro Novo, comemorou com muita empolgação o recebimento da carta de anuência e destacou a importância do documento para as famílias agrícolas e comunidades de Pedra Branca. “A gente trabalhava com medo porque não tínhamos o reconhecimento das nossas terras e agora a realidade é outra porque vamos pode ter acesso a outros documentos”, comemorou a dona Maria.
As comunidades que receberam as cartas de anuências de Pedra Branca do Amapari foram: Centro Novo, Porto Alegre e São Sebastião do Cachaço. O diretor-presidente do IEF, Marcos Tenório, falou que a anuência é o documento fundamental para o início do processo de licenciamento ambiental e acesso a outras políticas públicas de Estado.
“Finalizamos a entrega do primeiro lote desse documento e ainda não acabou. Agora, vamos trabalhar ainda mais para entregarmos as cartas de anuência para outras famílias e comunidades que fazem parte da Floresta Estadual do Amapá”, finalizou o diretor-presidente.
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