
Transformar habilidades em oportunidades, compartilhar experiências e conquistar autonomia por meio do próprio trabalho. Essa é a proposta da 7ª Feira do Empreendedorismo Feminino da Educação, realizada nesta sexta-feira, 6, pelo Governo do Amapá. Coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), a iniciativa reúne servidoras da educação e empreendedoras em um espaço de valorização dos talentos femininos, sustentabilidade, diversidade e resistência.
Com o tema “Mulher: Autocuidado, cidadania e resistência. Um compromisso de todas para uma vida inteira!!!”, a programação integra os projetos Atenção à Vida e Laços da Integração Intersetorial, que desenvolvem ações voltadas ao bem-estar, à inclusão social, à valorização da vida e ao protagonismo das mulheres.
A feira apresenta diferentes iniciativas empreendedoras, com comercialização de gastronomia regional, artesanato, biojoias indígenas, produtos de beleza, plantas ornamentais, moda circular, costura criativa e literatura de autores amapaenses. O espaço também valoriza manifestações culturais e a produção artística local, com apresentações musicais e atividades de acolhimento.
Para a secretária de Estado da Educação, Simone Guedes, o empreendedorismo feminino precisa ser compreendido para além da comercialização de produtos. A gestora destacou que muitas mulheres já desenvolvem habilidades empreendedoras em suas atividades cotidianas e profissionais, mas nem sempre encontram espaços para apresentar e comercializar o que produzem.
“Além de profissionais da educação, nós também temos outras habilidades. E o empreender precisou ser reorganizado para todas nós. As vendas eram feitas de forma escondida. [...] Mas empreender não está só na materialidade do que a gente está vendo aqui. Empreender é também uma percepção intelectual, nosso capital é intelectual”, ressaltou a secretária.
A iniciativa também representa uma oportunidade de integração entre diferentes setores da educação e a comunidade escolar. Segundo a coordenadora-geral do projeto e servidora da Coordenação de Educação Especial (Ceesp), Rosilene da Costa Araújo, a feira está em sua sétima edição e integra uma proposta maior de ações voltadas ao cuidado, à valorização da vida e ao desenvolvimento de práticas empreendedoras.
“A proposta dos projetos se cruza na realização da feira, porque juntamos as temáticas voltadas para o autocuidado, a valorização da vida e o incentivo ao protagonismo da mulher e do profissional da educação por meio de práticas empreendedoras. A feira sistematiza esses objetivos, tornando viáveis e concretas as práticas de empreendedorismo”, explicou Rosilene.
A organização envolve representações dos diferentes núcleos da Ceesp, além de servidoras de outros setores e participantes da comunidade escolar. A proposta também abre espaço para iniciativas desenvolvidas nas escolas, especialmente aquelas relacionadas à sustentabilidade, à inclusão e ao fortalecimento do protagonismo feminino e juvenil.
Rede de mulheres e valorização de talentos
A construção coletiva é um dos aspectos que marcam a feira. Para a pedagoga Izaneth Luz, servidora do setor de Educação de Jovens e Adultos (Secneja) e integrante da comissão organizadora, o encontro possibilita que mulheres compartilhem seus trabalhos, ampliem suas redes de contato e encontrem reconhecimento para aquilo que produzem.
“Sobre a importância desse nosso trabalho, é valorizar as mulheres, é dar vez, é dar voz, é dar autonomia, porque todas elas têm um poder de tudo, para tudo. Mas sozinha a gente não consegue. Então, aqui ninguém larga a mão de ninguém. A gente vai chamando uma, vai chamando a outra”, destacou Izaneth.
A programação reúne empreendedoras de diferentes segmentos. Na gastronomia, o público encontra comidas típicas, lanches, doces, confeitaria e produtos regionais. No artesanato, estão presentes produções afro-brasileiras, indígenas, biojoias, peças decorativas e trabalhos manuais. Também há comercialização de mudas, plantas ornamentais, produtos naturais, itens de autocuidado e peças de moda circular.
O Canto Literário complementa a programação com a participação de autores amapaenses, que apresentam obras relacionadas à cultura, à história regional, à educação e a experiências de vida.
Empreendedorismo como inspiração e reconhecimento
Durante a programação, o secretário adjunto de Políticas da Educação, Cleiberton Souza, também destacou a força e a capacidade de superação das mulheres, ressaltando a importância de iniciativas que reconheçam suas trajetórias e experiências.
“É muito bonito esse momento, as histórias contadas. Dá para ter uma ideia de quanto isso inspira de verdade a vontade de viver. A mulher é um ser que inspira, que nos estimula, que nos espelha, que reflete realmente energia, garra e força”, concluiu Cleiberton.
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