
O Governo do Amapá realizou nesta quinta-feira, 5, no município de Laranjal do Jari, a 1ª Reunião Extraordinária de 2026 do Conselho Gestor Deliberativo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o principal resultado do encontro foi a aprovação do Plano de Proteção da Unidade de Conservação, instrumento que estabelece diretrizes para fortalecer a conservação da biodiversidade, proteger os recursos naturais e assegurar a integridade do território.
O encontro ocorreu na sede da Sema e reuniu representantes das comunidades tradicionais, instituições públicas e organizações que integram o colegiado. Durante o encontro, foram apresentados os componentes do documento, com estratégias de prevenção, monitoramento e enfrentamento de ameaças ambientais, além de orientações para o planejamento das atividades de fiscalização e vigilância territorial.
Consolidando diretrizes de proteção
Após a apresentação técnica e as contribuições dos conselheiros, o Plano de Proteção foi submetido à deliberação e aprovado pelo colegiado. O documento seguirá para os procedimentos administrativos necessários à publicação, consolidando diretrizes para a atuação do órgão gestor e a cooperação entre instituições parceiras na proteção da reserva.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, destaca que a aprovação do plano integra um processo de fortalecimento da gestão ambiental do Amapá, reconhecimento da conservação aliada ao uso responsável dos recursos naturais.
“A RDS do Rio Iratapuru conquistou um salto de reconhecimento internacional, resultado de um trabalho que fortalece a gestão da unidade e valoriza a conservação da floresta. Na gestão do governador Clécio Luís, avançamos em uma agenda que vem transformando a forma de reconhecer e valorizar nossos ativos ambientais, conectando biodiversidade, desenvolvimento sustentável e oportunidades para as comunidades”, ressaltou.
Conservação e uso sustentável
O assessor técnico de biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, destacou que a participação dos diferentes segmentos da sociedade é indispensável para garantir a conservação e o uso sustentável dos recursos da reserva.
"A participação das comunidades, da sociedade civil e do poder público garante que a RDS continue sendo um território de conservação e de valorização de produtos da sociobiodiversidade, como a castanha-do-brasil e outros ativos da região”, afirmou.
A chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente da Sema, Maíria Lopes, ressaltou o protagonismo dos moradores na construção das estratégias de proteção e a importância dos conhecimentos tradicionais para orientar as ações no território.
"As comunidades são parceiras fundamentais e guardiãs da reserva. Seus conhecimentos e contribuições ajudam a construir um plano que considera a realidade local e orienta ações de prevenção, monitoramento e educação ambiental”, enfatizou.
Premiação e reconhecimento internacional
A RDS do Rio Iratapuru conquistou, em 2025, a inclusão na Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tornando-se a primeira Unidade de Conservação sob gestão subnacional do Brasil a receber a certificação.
O reconhecimento foi celebrado em outubro de 2026, durante cerimônia em Yerevan, na Armênia. A reserva também integra o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que apoia a consolidação e a sustentabilidade das Unidades de Conservação amazônicas. Com a aprovação do Plano de Proteção, a unidade passa a contar com mais um instrumento para orientar as ações de conservação e fortalecer a gestão participativa.
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