sexta-feira, 6 de novembro de 2026

ACOLHIMENTO

Governo do Estado promove escuta e acolhimento às mães atípicas no Cram Tia Zefa

Ação garantiu apoio psicológico e qualificado para mulheres que dedicam a rotina ao cuidado de filhos com autismo.

Jamylle Nogueira
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O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Tia Zefa compõe a Rede de Proteção à Mulher do Governo do Amapá
O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Tia Zefa compõe a Rede de Proteção à Mulher do Governo do Amapá · Foto: Lidiane Lima

O Governo do Amapá reuniu mulheres assistidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) Tia Zefa, nesta sexta-feira, 6,  para a roda de conversa "Conhecendo o Autismo e Cuidando de quem Cuida". A iniciativa garantiu um espaço de escuta ativa e suporte psicológico focado nas necessidades de mães atípicas, para validar sentimentos de cansaço e reforçar a importância do autocuidado.  

​A ação integra as políticas públicas da Rede de Proteção à Mulher voltadas às famílias em vulnerabilidade social. A programação ofertou dinâmicas de interação e partilha de experiências para combater o esgotamento físico e mental.

Crédito: Lidiane Lima/GEA

Fortalecendo a rede de apoio

Crédito: Lidiane Lima/GEA
coordenadora do CRAM Tia Zefa, Alessandra Bezerra

A coordenadora do Cram Tia Zefa, Alessandra Bezerra, destacou que o encontro fortalece a rede de apoio dessas cidadãs.  

​"É um momento de acolhimento e troca, onde elas vêm desabafar um pouquinho do que vivem. Geralmente, é onde se tira o peso dos ombros e se divide com alguém. Cada criança com autismo é única, e essa experiência é muito válida, principalmente com a presença de profissionais que também vivenciam isso", pontuou Alessandra.  

​O evento contou com a mediação de especialistas, que debateram os olhares e julgamentos da sociedade em relação às famílias. Para a psicopedagoga Isis Paiva, a construção de vínculos seguros é essencial no processo terapêutico.  

​"Esse momento representa entendimento das situações que elas passam, porque elas carregam o peso da maternidade atípica, que dificulta o desenvolvimento social e psicológico. É realmente para elas se conhecerem, terem uma rede de apoio que muitas não têm, e colocarem um pouco para fora tudo o que enfrentam", detalhou Isis.

Crédito: Lidiane Lima/GEA

Rotina e dedicação integral  

Crédito: Lidiane Lima/GEA
enfermeira e biomédica Arliene Viegas, de 34 anos,

A rotina das mães atípicas exige dedicação integral, com maratonas de terapias e vigilância constante. A enfermeira e biomédica Arliene Viegas, de 34 anos, é mãe de uma menina de 5 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e altas habilidades. Ela ressaltou o alívio de encontrar suporte no grupo.  

​"Fiquei muito feliz com o convite. A vida da mãe atípica não é fácil e eu me senti acolhida. É muito bom encontrar outras mulheres que vivenciam uma rotina dessas e eu quero participar mais vezes", afirmou Arliene.  

​No final dos debates, as participantes realizaram a dinâmica "Pegue o que Você Precisa" e receberam lembranças com foco na valorização pessoal. Com a continuidade do projeto, o Estado busca diminuir os índices de estresse e resgatar a identidade dessas mulheres além da maternidade, para garantir mais qualidade de vida e dignidade. 

Crédito: Lidiane Lima/GEA

​Conheça o Cram Tia Zefa

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) Tia Zefa compõe a Rede de Proteção à Mulher do Governo do Amapá. O espaço atende o público feminino em situação de vulnerabilidade social e oferece suporte qualificado para acolher as demandas físicas e emocionais das cidadãs.

A unidade trabalha para estruturar o fortalecimento comunitário e transformar a dor solitária em coletividade.

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