
Vários usuários procuraram a Caesa para negociar os débitos e evitar a suspensão do serviço
A partir desta segunda-feira, 17, usuários em débito com a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) já podem realizar a negociação e parcelamento de dívidas nos pontos de atendimento da empresa. A ação faz parte de uma campanha que visa convocar o cliente para regularizar sua situação e diminuir a inadimplência pelo serviço prestado.
Atualmente, 42 mil usuários estão cadastrados no sistema da Caesa entre residências, instituições públicas e estabelecimentos comerciais. De acordo com o diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás, deste total, aproximadamente 25 mil têm débitos em aberto com a companhia.
“Estamos chamando esses usuários para negociar, oferecendo propostas que se adequam a sua condição financeira, como o parcelamento da dívida em até 50 vezes, dependendo do valor que está aberto”, explicou Amanajás. O parcelamento ocorre mediante a entrada de 10% referente ao valor do débito. O pagamento também pode ser feito no cartão de crédito. Porém, a dívida só poderá ser parcelada em até seis vezes sem juros.
A dona de casa Maria dos Santos mora no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá, e buscou atendimento na unidade Central da Caesa para regularizar o pagamento de uma fatura atrasada. Ela aprovou a iniciativa.
“Eu aproveitei para vir pagar duas faturas do início do ano e consegui parcelar. Eu gostei dessa iniciativa porque é uma forma de nem o cliente e nem a Caesa sair perdendo”, afirmou a dona de casa.
A Caesa também vai dispor de um horário especial para atender o usuário no dia 24, no horário das 8h às 18h, no prédio central da Caesa, localizado na Avenida Ernestino Borges, nº 222, no Centro de Macapá.
A campanha busca alertar o cliente a respeito dos débitos para que seja evitada a interrupção do fornecimento de água.
Cadastro e recadastro
Além da campanha de negociação de débitos, a Caesa vai dar início ao cadastro e recadastro das unidades que recebem água potável nos municípios de Macapá e Santana ainda no primeiro semestre de 2017.
A medida também é uma forma de aumentar a arrecadação da companhia e também de combater o abastecimento clandestino. De acordo com um levantamento feito pela equipe técnica da Caesa, há cerca de 15 mil usuários que atualmente que recebem água potável, mas não pagam pelo serviço.
O levantamento também indicou que o montante relacionado aos débitos de usuários e ações de fornecimento clandestino atinge a faixa de R$ 70 milhões.
"Essa inadimplência é alta e afeta diretamente a arrecadação da Caesa. Precisamos conscientizar a população a respeito do assunto, pois para que seja prestado um serviço de qualidade, é preciso, também, do entendimento do público", concluiu o diretor-presidente da companhia.
- Área
- Água e Esgoto
- Local
- Santana
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Água e Esgoto no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




