
A cultura ocupa papel de destaque na programação da 3ª Feira Internacional de Oiapoque. Além de impulsionar negócios e fortalecer o empreendedorismo, o evento celebra a identidade dos povos amazônicos e caribenhos por meio da música, da dança e de outras manifestações artísticas.
A abertura da feira emocionou o público com um espetáculo que simbolizou a união entre diferentes culturas e reafirmou a vocação internacional do município de Oiapoque.
O grande destaque da noite foi o encontro inédito entre a cantora amapaense Patrícia Bastos e o cantor surinamês Ray Neiman. A apresentação reuniu sonoridades da Amazônia e do Caribe em um repertório cuidadosamente construído para valorizar as raízes culturais da região, promovendo um diálogo entre ritmos, idiomas e tradições que ultrapassam fronteiras.
A programação também contou com apresentações do Coletivo Indígena Karipuna e de artistas do Amapá e da Guiana Francesa, proporcionando ao público uma verdadeira imersão na riqueza cultural da região. Música, dança e expressões populares compuseram um cenário que fortaleceu o intercâmbio cultural e evidenciou a arte como instrumento de aproximação entre os povos.
Mais do que entretenimento, a programação cultural busca valorizar os artistas da região, incentivar a economia criativa e ampliar a visibilidade das manifestações tradicionais da Amazônia, reforçando a cultura como patrimônio, identidade e vetor de desenvolvimento.
A expectativa é reunir, ao longo dos quatro dias de evento, moradores, turistas e visitantes internacionais em uma grande celebração da diversidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento e ampliando o intercâmbio cultural entre os países participantes.
Para a cantora Patrícia Bastos, participar da abertura da feira representa uma oportunidade de apresentar ao público a riqueza da cultura amazônica. “É uma alegria dividir esse palco e mostrar que a nossa música carrega identidade, memória e afeto. A Feira Internacional aproxima culturas e faz da arte uma ponte entre os povos.”
O cantor surinamês Ray Neiman destacou que a música tem a capacidade de aproximar diferentes nações. “Quando compartilhamos nossa música, compartilhamos também nossa história e nossa cultura. Esse encontro mostra que, apesar das fronteiras, temos muitas raízes e sonhos em comum.”
Quem prestigia a programação também reconhece a importância desse intercâmbio cultural. A visitante Nátane Oliveira, de 35 anos, acredita que a feira fortalece o orgulho da população pela própria identidade. “É emocionante ver artistas de diferentes países dividindo o mesmo palco. A gente percebe que nossa cultura é rica e merece ser valorizada e conhecida por mais pessoas.”
Para a visitante Evilândia Santos, de 54 anos, vinda da Guiana Francesa, a experiência vai além do entretenimento. “A feira nos permite conhecer melhor o Amapá, sua música e suas tradições. É um evento que aproxima as pessoas, fortalece a amizade entre os povos da fronteira e mostra como a cultura é capaz de unir diferentes nações.”
Ao reunir arte, tradição e diversidade em um mesmo espaço, a 3ª Feira Internacional de Oiapoque reafirma seu papel como um importante ambiente de integração cultural, social e econômica, fortalecendo os laços entre o Amapá, a Guiana Francesa, o Platô das Guianas e os países do Caribe.
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
31 de julho (sexta-feira)
20h30 – Banda Amsterdam
22h – Bruno Castro e Banda
1º de agosto (sábado)
20h30 – Enzo Marworno
22h – Tatty Taylor e Banda
02 de agosto (domingo)
20h – Luccas Felipe e Banda
22h – Conexão Guyane – Amapá
Período: 30 de julho a 2 de agosto de 2026
Local: Estádio Municipal João Natividade, em Oiapoque.
Secretaria de Estado da Comunicação
Mônica Silva - Assessoria de Comunicação SVS
Contato: (96) 98138-9259
Relacionadas

CULTURA
Literatura que nasce na escola ganha espaço na ExpoAgro de Tartarugalzinho

CULTURA
Governo do Amapá amplia articulação nacional para preservação do patrimônio audiovisual

CULTURA
Festival de Cinema Amapaense leva ficção, documentários e animação à Expofeira 2026

CULTURA




