
Amapá tem novas atividades que vão aumentar a arrecadação e melhorar a economia através da geração de emprego e renda
Nesta sexta-feira, 10, o secretário de Estado do Planejamento, Antônio Teles Júnior, fez uma análise para a imprensa sobre o Instituto Fiscal Independente, vinculado ao Senado Federal, que aponta a recuperação do déficit primário de Amapá e Rio Janeiro, como os mais longos do país: apenas em 2025.
O relatório, divulgado na quinta-feira, 9, avalia a situação fiscal dos Estados em relação aos impactos da crise. O estudo é feito em cima do déficit primário, índice fiscal que indica a capacidade do governo de honrar seus compromissos em relação à diferença entre receita e despesa, sem levar em consideração os juros da dívida pública. Ou seja, para que a situação fiscal de um estado se mostre equilibrada, o resultado dessa conta tem que ser positivo (superávit).
Segundo o relatório, se a despesa for indexada à inflação, AP e RJ só alcançarão esse resultado daqui a oito anos. Para Teles, o estudo possui metodologia e resultados consistentes. Contudo, ele é restrito apenas à avaliação fiscal das unidade federativas e não leva em conta que os governos podem implementar reformas de recuperação e aumento da arrecadação, o que diminuiria bastante o tempo de melhoramento do déficit primário.
O próprio relatório aponta que, se medidas de ajuste forem intensificadas, a conta do déficit primário pode zerar antes do previsto para cada estado. Segundo o secretário, é o que já ocorre no Amapá. Conforme ele, o Estado começou a apertar o cinto ainda em 2015, quando iniciou o ajuste fiscal com diversas medidas, que têm dado resultados práticos.
“Boa parte do que é proposto pelo próprio estudo já é aplicado pelo Estado. Por isso, que mesmo tendo, proporcionalmente, parâmetros de déficit similares aos do Rio de Janeiro, o Amapá está numa realidade econômica completamente melhor que o estado carioca. É muito provável que nós consigamos reverter esse período de reversão fiscal antes do que o estudo estipulou. O Amapá var superar a crise antes do que se imagina”, explicou Teles.
Ele alerta que entre AP e RJ são duas realidades distintas: enquanto o estado carioca depende, por exemplo, do preço do petróleo internacional para se recuperar, o Amapá tem novas atividades que vão aumentar a arrecadação e melhorar a economia através da geração de emprego e renda: o agronegócio e a implantação da Zona Franca Verde.
“Enquanto os outros estados estão esperando pela União, o Amapá está fazendo o dever de casa. É por isso que hoje, diferente de estados como Rio e São Paulo, nós não temos dívidas com salários de servidores, não fechamos hospitais, pagamos o 13º integral e ainda temos um fundo com R$ 100 milhões que logo vai estabilizar o pagamento do funcionalismo, conseguimos entregar obras estratégicas como a ponte do Rio Matapi. Isso prova que as medidas adotadas tem surtido efeito”, ressaltou.
Teles explica que o déficit primário do Amapá é alto em relação a receita porque, apesar de não ter uma dívida alta em relação a receita corrente líquida, a partir de 2015 o estado começou a pagar os dois principais empréstimos, que são relativos ao empréstimo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o relatório faz referências, e a federalização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), cujo pagamento das parcelas é vinculado à Caixa Econômica Federal (CEF).
Medidas
Entre as medidas de austeridade adotas pelo Executivo, desde 2015, para amenizar os efeitos da crise e que vão ajudar o Estado na recuperação econômica e fiscal antes de 2025, o secretário de Estado do Planejamento destacou:
- Medidas para conter o crescimento da folha do funcionalismo, entre as quais estão a não concessão de reajuste de salários nos últimos dois anos;
- Cortes de custeio da máquina pública, com a fusão de secretarias e cancelamento eventos do calendário oficial;
- Adesão ao programa de desestatização do Governo Federal para os setores elétrico e de saneamento. O Estado já iniciou os estudos visando a privatização da Companhia de Água e Esgoto do Amapá. O governo federal também estuda a privatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA);
- A lei de limite de gasto público, cuja elaboração está em fase de conclusão e deve ser submetido este mês à aprovação do Legislativo;
- Em 2016, o Estado evitou novas operações de crédito para não aumentar a dívida pública, congelamos o orçamento do Estado para evitar o crescimento de despesas obrigatórias;
- Revisão de programas sociais, com aproximadamente 18 mil cortes no Renda para Viver Melhor por causa da duplicidade de beneficiários que recebiam pelo programa estadual e mais o Bolsa Família, o que caracteriza irregularidade.
- O Estado conseguiu evitar bloqueios judiciais, o que desorganizaria ainda mais as contas públicas. O ambiente favorável para isso foi construído através do diálogo permanente do governador com os líderes dos outros Poderes à quem o chefe do executivo abriu as contas públicas com medidas transparência e controle, como a entrega das senhas do Sistema de Planejamento, Orçamento e Gestão (Siplag), entre outras.
- Área
- Comunicação
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Comunicação no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




